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‘Muito difícil perder um melhor amigo’, diz tutor de cão que morreu asfixiado em avião

Companheiro leal do engenheiro Giuliano Conte e de sua esposa, Weiser partiu de uma forma trágica, sem ter a chance de conhecer o bebê da família, que está a caminho. A morte do cachorro causou uma dor e sofrimento para os tutores, que agora se esforçam para reaprender a viver com a ausência do animal            
Foto: Arquivo pessoal

A morte de Weiser, um cachorro de quase 4 anos de idade que morreu asfixiado em um avião da Latam, causou um trauma para o engenheiro civil Giuliano Conte, tutor do animal, e para sua esposa, que está grávida de três meses. Weiser morreu durante um voo entre Guarulhos, em São Paulo, e Aracaju, no Sergipe.

Companheiro leal do engenheiro e de sua esposa, Weiser partiu de uma forma trágica, sem ter a chance de conhecer o bebê da família, que está a caminho. A morte do cachorro causou uma dor e sofrimento para os tutores, que agora se esforçam para reaprender a viver com a ausência do animal.

“É muito triste chegar em casa hoje e não ser recebido por ele no portão. Muito difícil perder um melhor amigo dessa forma, no dia do meu aniversário de 29 anos e com a esposa grávida de três meses. Ele era a nossa alegria. Não dá para descrever o impacto disso neste momento de tanta mudança pra gente”, disse o engenheiro ao G1.

Weiser embarcou em um avião da Latam Cargo no dia 14 de outubro e, embora tenha iniciado o transporte em perfeitas condições de saúde, chegou morto em Aracaju. Após a morte do animal, a companhia aérea suspendeu o transporte de animais no porão de aviões por 30 dias.

Giuliano faz questão de mencionar que a decisão da empresa “não vai trazer o Weiser de volta”, mas considera ser um passo importante e necessário. “Nada vai trazer o Weiser de volta. Nós estamos em choque e muito abalados, mas esperamos que esse seja o primeiro passo para que não só a Latam, mas todas as companhias aéreas, revejam suas políticas de transporte de animais no Brasil”, disse.

“Nós fizemos tudo o que a companhia orientou. Trocamos a caixa de acrílico por madeira, chegamos quatro horas antes da saída do avião, o cão estava com a documentação em ordem. Mas mesmo assim aconteceu essa tragédia. Algo está sendo feito errado por eles”, completou.

Foto: Arquivo pessoal

Ao ser questionada sobre o caso, a Latam afirmou que “está consternada com o ocorrido ao cão Weiser, transportado na tarde de 14 de outubro de 2021” e relatou que, conforme laudo veterinário, o animal morreu por asfixia após roer parte da caixa de madeira na qual era transportado.

“Em laudo emitido pela clínica veterinária que atendeu o Weiser, foi observado que ele roeu o kennel de madeira em que estava e se asfixiou. O Kennel estava em concordância com o processo de transporte de animais e de grande porte. A LATAM está acompanhando o caso e segue à disposição para prestar toda a assistência aos tutores do cão”, pontuou a empresa, que informou ainda que “já vinha fazendo uma análise profunda de todos os procedimentos deste tipo de transporte, e neste lamentável evento cumpriu todos os processos de forma correta”.

“Diante deste cenário, a empresa decidiu neste momento suspender a venda para o transporte de Pets no porão das aeronaves nos 30 próximos dias para o mercado brasileiro”, concluiu a empresa.

De acordo com Giuliano Conte, Weiser já havia viajado de avião em outras ocasiões, tendo sido transportado no mesmo voo que a família. Mas dessa vez foi diferente. “Eu já estava com autorização da empresa para que ele fosse no mesmo voo que eu, como já tínhamos feito em outras oportunidades. Nunca tinha tido nenhum problema. Dessa vez, porém, negaram o embarque dele comigo e disseram que ele teria que seguir em outro voo da Latam Cargo. Levamos ele para a casa dos meus sogros até que um novo processo fosse feito para ele embarcar outro dia. E deu nisso”, lamentou.

Foto: Arquivo pessoal

Transporte na cabine

Clientes que já tenham adquirido passagens aéreas para transportar animais no porão de aviões da Latam podem seguir com o transporte normalmente, postergar sem custo extra ou pedir o reembolso. Passageiros que ainda não tenham adquirido o serviço, poderão optar pelo transporte do animal na cabine, desde que o cão ou gato se adeque aos critérios pré-estabelecidos, como: bom estado de saúde; atestado médico emitido por um veterinário até 10 dias antes do voo e mais alguns certificados, dependendo do destino; comportamento dócil; pelo menos 8 semanas de vida, com exceção dos Estados Unidos, que aceitam animais apenas a partir de 4 meses de idade; o animal não pode estar sedado; deve estar em kennel que atenda as regras da empresa.

Para solicitar o serviço, o passageiro precisa fazer pagamento à parte e realizar a reserva, sujeita à disponibilidade, ou fazer a solicitação em até quatro horas antes do voo. Nos casos de viagens envolvendo animais, o check-in precisa ser feito no aeroporto.

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