CRIME            

Ativistas denunciam aumento no abandono de animais em Nova Iguaçu (RJ)

Um grupo de proteção animal grupo elaborou um documento com reivindicações e entregou ao prefeito e à Câmara dos Vereadores para pedir políticas públicas em prol dos cães e gatos abandonados no município            
Foto: Pixabay/Ilustrativa

Ativistas da causa animal denunciam o aumento no abandono de animais nas ruas de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e criticam o descaso do poder público frente aos crimes cometidos contra cães e gatos na cidade fluminense.

Para a protetora de animais Cida Bruto, sobraram promessas na campanha eleitoral, mas tem faltado ação. “A prefeitura não ajuda. O prefeito [Rogério Lisboa] prometeu muito e até agora nada”, disse ao G1.

As irmãs Cleuza e Carminha sofrem com a realidade dos animais na cidade e lutam para ajudá-los. Atualmente, elas abrigam cerca de 100 gatos resgatados da rua.

“É muito duro. A gente ama os animais. Eu creio que essa é uma missão que Deus me deu. Estou com 82 anos e estou aguentando fazer isso tudo”, disse Cleuza Machado dos Santos.

A falta de uma secretaria voltada à proteção e ao bem-estar animal também é criticada pelas voluntárias. “Aqui em Nova Iguaçu a gente tem uma assessora. A assessora da causa animal que foi nomeada em agosto. Porém, até o momento não existe nenhuma ação efetiva”, comentou Girlândia Mota, que também se dedica à proteção animal.

Indignadas, as ativistas realizaram uma manifestação em setembro em frente à casa do prefeito para cobrar políticas públicas efetivas. “Soubemos que ele atende alguns em frente à casa dele e fomos até lá. Mas, infelizmente, até agora nada foi feito, só promessas”, lamentou.

Para solicitar que medidas fossem tomadas, o grupo elaborou um documento com reivindicações e entregou ao prefeito e à Câmara dos Vereadores. Dentre os pedidos, estão convênios com farmácias, pet shops e laboratórios, cadastro de colônias de animais e criação de um censo animal para a cidade.

“Estamos aguardando a ração que ficaram de doar para todos os protetores que tivessem acima de 10 animais em suas residências. Até agora só promessas”, criticou a protetora Elisa Ferreira.

E embora o prefeito tenha sancionado neste ano um projeto de lei que cria uma unidade móvel de castração para esterilizar animais abandonados ou tutelados por famílias de baixa renda, as protetoras afirmam que a legislação não foi colocada em prática.

Ao ser questionada sobre as críticas, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Nova Iguaçu divulgou nota por meio da qual afirmou que criou a Assessoria Especial de Proteção Animal para articular ações de proteção e defesa animal e que equipes da administração municipal têm visitado locais de denúncia de maus-tratos com o apoio da Patrulha Ambiental.

Sobre a unidade móvel de castração, o “castramóvel”, a assessoria informou que parcerias com universidades estão sendo propostas para que o projeto seja iniciado ainda este ano. Além disso, a prefeitura alegou que desenvolve atualmente um projeto para recolher doações de ração e destiná-las aos protetores.

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