DADOS ALARMANTES            

Em um mês, mais de 700 animais marinhos encalharam no litoral do Paraná

Com isso, por dia, cerca de 24 animais marinhos, como pinguins, tartarugas e baleias, encalham nas praias do estado            
Pinguins encontrados encalhados no litoral do Paraná. Em um mês, mais de 700 animais marinhos encalharam no estado
Pinguins encontrados encalhados no litoral do Paraná – Foto: LEC/UFPR

No mês de setembro, o Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) registrou 739 encalhes de animais marinhos no litoral do Paraná.
Com isso, por dia, cerca de 24 animais marinhos, como pinguins, tartarugas e baleias, encalham nas praias do estado.

De acordo com o laboratório, mantido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), as espécies de maior registro no período foram os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), tartarugas-cabeçuda (Caretta caretta), tartarugas-verde (Chelonia mydas) e Puffinus (Puffinus puffinus).

Os municípios com maior ocorrência de encalhes são Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná.

A bióloga e coordenadora do PMP-BS/UFPR, Camila Domit, explicou em entrevista ao site Bem Paraná que nesta época do ano é comum encontrarmos no litoral paranaense espécies migratórias como, por exemplo, os pinguins-de-magalhães e as espécies de tartarugas citadas.

No caso dos pinguins, eles migram da Patagonia ou das Ilhas Malvinas até a costa brasileira em busca de alimento e águas mais quentes. Com o longo percurso, muitos sentem-se exaustos e acabam morrendo depois de uma longa viagem até a região sul e sudeste do Brasil.

“O aumento da ocorrência desses animais na zona costeira resulta em maior risco de interações com as atividades humanas, o que acaba influenciando na mortalidade dos animais em nosso litoral”, ressaltou a pesquisadora.

Os animais resgatados sem vida pouco decompostos são encaminhados para necropsia para investigar a causa das mortes. De acordo com o site Bem Paraná, foram realizadas 53 necropsias em setembro.

Já os animais que chegam debilitados nas praias são encaminhados ao Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise da Saúde da Fauna Marinha (CRED), no Centro de Estudos do Mar.
Depois de um período de estabilização e reabilitação, eles são reintegrados à natureza.

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