ITÁLIA            

Rinoceronte-branco mais velho do mundo morre após décadas de aprisionamento em zoo

Privado da vida em liberdade, Toby tinha 54 anos de idade e era considerado idoso. Ele morreu em decorrência de uma parada cardíaca            
Toby morreu após sofrer uma queda e, 30 minutos depois, um ataque cardíaco (Foto: Parco Natura Viva/Reprodução)

O rinoceronte-branco mais velho do mundo morreu nesta semana no zoológico Parco Natura Viva, na Itália, onde vivia há décadas sendo explorado para entretenimento humano. Privado da vida em liberdade, Toby tinha 54 anos de idade e era considerado idoso.

Conhecido no país como “Nonno Toby” (vovô Toby), o animal silvestre teria caído no chão enquanto era levado para seu abrigo noturno no zoológico. Cerca de 30 minutos após a queda, o rinoceronte sofreu uma parada cardíaca e morreu.

Cuidador de Toby, Avesani Zaborra lamentou a morte do animal. “Nós sabíamos que isto aconteceria mais cedo ou mais tarde, mas ver os últimos momentos de vida do gigante que compartilhou conosco meio século de história continua sendo profundamente triste”, disse Zaborra em um pronunciamento oficial do zoológico.

Em 2021, Sugar, uma rinoceronte-branco fêmea que fazia companhia a Toby, também morreu. Com a morte registrada nesta semana, o zoológico passa a manter um único animal da espécie no local: Benno, que tem 39 anos.

A espécie está ameaçada de extinção em todo o mundo. A estimativa da organização de preservação ambiental World Wide Fund for Nature (WWF) é de que apenas 18 mil rinocerontes-brancos habitem o mundo. A caça é a principal causa da morte desses animais e foi a responsável por causar a extinção da subespécie dos rinocerontes-brancos-do-norte. Embora ainda existam duas fêmeas vivas, a subespécie já é considerada extinta por não haver um macho para que ocorra a reprodução. As sobreviventes são mantidas sob vigilância constante de guardas armados no Quênia.

Exploração para entretenimento humano

Tratados como meros objetos em exposição, os animais mantidos por zoológicos em todo o mundo são privados de seus direitos básicos. Impedidos de viver em paz na natureza, eles são trocados, vendidos e doados entre os zoológicos como se fossem mercadorias.

Aprisionados em jaulas, vivem muitas vezes sob o cimento, em recintos pequenos e inadequados. Sofrem de solidão, desenvolvem depressão e vivenciam dias de angústia. Movimentos repetitivos que sinalizam o estresse ao qual são submetidos são comuns entre os animais que vivem nesses locais.

Para serem respeitados enquanto sujeitos de direito, esses animais deveriam ser transferidos para santuários. Capazes de fornecer condições melhores aos animais silvestres, os santuários possuem recintos amplos, com grama, enriquecimento ambiental, e todo o necessário para simular, da melhor maneira possível, o habitat das espécies.

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