MUDANÇAS CLIMÁTICAS            

Relatório que examina a saúde dos corais ao redor do mundo indica perda de 14% da população da espécie

           
Foto: Divulgalção/BioFábrica de Corais

A Global Coral Reef Monitoring Network (GCRMN) divulgou dia 5 de outubro “a maior análise da saúde dos recifes de coral já realizada”, disse a organização em comunicado. A sexta edição do relatório é a primeira desde 2008 e abrangeu a análise de dados de 1978 a 2019. De acordo com as conclusões, entre os anos de 2009 e 2019 houve uma perda progressiva de 14% dos recifes de coral em todo o mundo, o que segundo o próprio relatório, “é mais do que todos os corais que vivem atualmente em recifes de coral na Austrália”.

Também durante esse período, houve um aumento de 20% na quantidade de algas nos recifes. Essa dominância de algas em relação aos corais é sinal de estresse prejudica a biodiversidade desses habitats e consequentemente, afeta comunidades humanas que dependem da economia gerada por esse ecossistema.

Foto: REUTERS/Lucas Jackson

Áreas mais prejudicadas

Áreas correspondentes ao Sul da Ásia, a Austrália, ao Pacífico, ao Golfo Pérsico e aos mares do Leste Asiático perderam mais de 80% da população de corais nos últimos 15 anos. Essas regiões, juntas, representam mais de 50% de toda a população de corais do mundo.

Entretanto, regiões na costa brasileira e no Caribe apresentaram um aumento na cobertura média de coral duro de 3% e 1,6%, respectivamente. A presença de corais duros são indicadores positivos de saúde de recifes.

Cerca de 2% da cobertura de corais conseguiu se recuperar nos últimos 20 anos. Mas infelizmente, os eventos de branqueamento em massa e as condições climáticas ainda são muito frequentes e impedem a recuperação total desses habitats.

“Isso mostra que nem tudo está perdido para os recifes de coral do mundo, mas que nossa janela para garantir seu futuro está se fechando, e um conjunto esforço global é necessário para garantir que a trajetória da saúde dos recifes de coral seja positiva, ao mesmo tempo, reduzindo as ameaças locais”, conclui o relatório.

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