REPERCUSSÃO INTERNACIONAL            

Tese de doutorado da UFCG aborda volume de água exportado em produtos agro pelo Brasil

           
Foto: Ilustração | Pixabay

Uma tese de doutorado da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), do Programa de Pós-Graduação em Meteorologia, teve repercussão internacional ao tratar da “água virtual” em exportações agrícolas brasileiras. Ela já gerou a publicação de um artigo na revista Journal of Environmental Management e convites ao orientador e orientada para realizar palestras nos Estados Unidos, Alemanha, Malásia, entre outros.

O trabalho foi produzido pela estudante Sonaly Duarte de Oliveira, sob orientação do professor Vicente de Paulo Rodrigues da Silva. O projeto calculou a quantidade de água que foi necessária para a produção de 24 commodities agrícolas e agropecuárias exportadas pelo Brasil – a água virtual contida nelas.

“A água virtual não é visível, porém, está presente em todos os produtos que consumimos, pois eles precisam dela para serem fabricados. Por exemplo, num quilo de carne estão embutidos cerca de 15 mil litros de água na sua produção; no queijo, 5 mil litros; numa camiseta, 2,5 mil litros; num copo de cerveja 75 litros; num único pão, 40 litros; e assim por diante”, disse o Professor Rodrigues ao portal da UFCG.

Segundo a pesquisa, o país exporta o equivalente a 54,8 bilhões de metros cúbicos por ano em forma de água virtual, apenas considerando os itens agrícolas estudados. A título de comparação, o reservatório de Sobradinho no Nordeste, o qual é o 12˚ maior lago artificial do mundo, tem capacidade de 34,1 bilhões de metros cúbicos.

O maior importador de água virtual do Brasil é a Europa, tomado 41% do valor total das exportações. “Os países com baixa disponibilidade hídrica, como o Iémen, apenas importam água virtual. Já o Brasil, que tem alta disponibilidade hídrica, é um dos maiores exportadores de água no mundo. Isso tem um impacto direto para a população e a economia brasileira, uma vez que trata da transferência de recursos hídricos de um país para outro, mesmo de forma virtual”, destaca Vicente.

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