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Espécies indicadoras permitem o acompanhamento de alterações ambientais

Espécies indicadoras são afetadas por mudanças em ecossistemas precocemente e permitem que os cientistas identifiquem problemas ambientais com antecedência            
Foto: Ilustração | Pixabay

Em um cenário de alteração em um ecossistema, existem algumas espécies que são afetadas mais facilmente pelas mudanças, refletindo as condições do ambiente. Essas são chamadas de espécies indicadoras, e atuam como importantes mecanismos de medição de poluição, aquecimento global e interferências humanas para os cientistas.

Segundo o portal National Geographic, alguns exemplos desses organismos são os anfíbios, como rãs e sapos, os quais têm uma pele permeável para absorção de oxigênio – e, consequentemente, toxinas. Geralmente, são os primeiros animais a serem afetados por alterações na qualidade do ar, da água e pela presença de pesticidas no ecossistema. Assim, muitas populações de anfíbios têm desaparecido ou desenvolvido deformidades pelo mundo inteiro. Por outro lado, algumas bactérias se tornam indicadores por prosperarem com essas toxinas.

No entanto, há algumas características-chaves que uma espécie deve ter para atuar como um indicador eficaz (ou bioindicador). Ela deve responder às mudanças de forma previsível, com alterações claras e mensuráveis. Além disso, sua saúde deve atuar como termômetro para o estado dos outros organismos, então espécies vulneráveis são indicadores ruins.

A monitorização dos alertas precoces dados pelas espécies indicadoras podem ajudar cientistas a identificar quais mudanças estão ocorrendo em um ambiente. Não obstante, tanto cientistas e legisladores podem usar esses dados recolhidos para implementar soluções ambientais e políticas de conservação, com o objetivo de mitigar os danos na natureza.

O caso dos pikas

Foto: Ilustração | Pixabay

Adaptados à vida em habitats alpinos inóspitos, os pikas são pequenos mamíferos peludos que agem como um bom indicador do aquecimento global. Durante o inverno, eles dependem do isolamento de pesadas camadas de neve para o aquecerem suas tocas. Com o encurtamento dos invernos e menor quantidade de neve, esse manto de cobertura é diminuído e derrete mais cedo na primavera. Os animais ficam, então, desprotegidos durante a época primaveril – momento vulnerável devido aos alimentos escassos e descendentes recém-nascidos – e muitos não sobrevivem.

O Projeto Pika Colorado, com o objetivo de proteger essa espécie e os ecossistemas alpinos, tem voluntários que recolhem dados sobre esses animais dentro do estado. Com isso, os cientistas conseguem identificar as populações mais vulneráveis e acompanhar as mudanças climáticas.

Espécies-chave

Espécies-chave são espécies que ajudam a manter a biodiversidade e que geram mudanças drásticas e danos profundos no ecossistema caso estejam ausentes. Também, não há nenhuma outra espécie naquele ambiente que possa desempenhar a mesma função. Elas diferem das espécies indicadoras, no entanto, pois elas não necessariamente são suscetíveis a alterações ambientais.

Todavia, de acordo com o portal National Geographic, algumas espécies podem atuar em ambos os papéis. O freixo-branco é tanto uma espécie-chave – fornece alimento e habitat para dezenas de espécies e escoa os poluentes atmosférico – quanto uma espécie indicadora – milhões de freixos foram mortos nos EUA por um besouro invasor.

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