INOVAÇÃO            

Startup desenvolve produto que promete substituir proteínas de origem animal

           
Foto: Reprodução | Instagram

A empresa Bond Pet Foods desenvolveu um pó de cor marrom clara e gosto de noz com toques de parmesão, que poderá ser a fórmula para alimentar cães e gatos com proteínas animais sem matar bois, frangos e porcos.

Rich Kelleman, cofundador da empresa que tem sede em Boulder (Colorado), sentiu-se impulsionado por um estudo californiano onde foi descoberto que os animais de estimação nos Estados Unidos consomem tantas calorias de origem animal quanto toda a população francesa. Impactado pelas condições de vida (e de morte) dos animais destinados ao matadouro. ele se tornou vegano quando ainda era encarregado de estratégia publicitária da rede de restaurantes Burger King, e explica que os animais podem viver à base de tofu e brócolis, ou inclusive de alternativas vegetarianas à carne.

“Cheguei à conclusão de que se uma empresa pode encontrar a fórmula adequada, será muito mais fácil comercializá-la do que se tratasse de comida para humanos”, explica o empresário à AFP. Os animais “não precisam (de comida) que seja apetitosa como a carne… Só precisam de proteínas animais integradas nos alimentos”.

Fase de testes

A startup realizou um teste a partir da retirada de uma quantidade de sangue de um frango saudável criado em uma fazenda do Kansas. Os biólogos extraíram o DNA para introduzi-lo em um micróbio, em seguida, o micróbio foi posto para fermentar a fim de produzir proteínas animais.  Um processo é similar ao usado para produzir a proteína usada em muitos queijos.

“Parece estranho, mas é uma técnica já dominada. Simplesmente, a estamos aplicando em um novo tipo de produto”, diz Rich Kelleman.

E completa dizendo que seu cão, Rumples, parece gostar do produto. Mas sua empresa ainda tem que superar muitos obstáculos antes de ser aceito amplamente.

Preço e custo-benefício

Mesmo os tutores mais ecológicos prestam atenção ao preço da comida que compram para seus animais domésticos. “Desde que começamos a usar tanques de fermentação, nossos custos de produção diminuíram de 100 para 5 dólares por quilo de proteína. E dentro de seis meses, esperamos estar muito abaixo disso”, diz Tony Day, diretor de tecnologia da empresa.

Conseguir a aprovação das autoridades sanitárias levará algum tempo. A estimativa é que seja pelo menos dois anos de testes diversos e avaliações para comprovar a qualidade das proteínas e seu impacto na saúde e no estado físico dos animais. A empresa espera que os produtos depois de prontos cheguem as prateleiras dos mercados no segundo semestre de 2023 por meio de grandes empresas de comida para pets.

 

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