SOFRIMENTO            

Paca com múltiplas queimaduras morre após ser resgatada de incêndio em Goiás

O animal silvestre morreu antes que a equipe do Corpo de Bombeiros conseguisse transportá-lo para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde receberia tratamento veterinário            
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Uma paca morreu após ser resgatada de um incêndio florestal na cidade de Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia, em Goiás. O animal silvestre apresentava queimaduras nas patas, na cabeça e na barriga.

O resgate aconteceu nesta semana durante ações de combate ao fogo. Enquanto lutavam contra as chamas, militares do Corpo de Bombeiros encontraram o animal ferido e respirando com dificuldade. Tentativas de socorrê-lo foram realizadas, mas ele não resistiu aos ferimentos.

A paca chegou a ser retirada da mata, situada em uma propriedade privada, mas morreu antes que a equipe conseguisse transportá-la para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde receberia tratamento veterinário.

Por conta do episódio, o Corpo de Bombeiros reforçou a necessidade de não atear fogo na vegetação, já que, além da destruição ambiental, os incêndios florestais vitimam muitos animais e deixam os sobreviventes sem abrigo e alimentação. A corporação reforçou ainda que provocar queimadas é crime ambiental, com pena de dois a quatro anos de reclusão.

De acordo com o biólogo Edson Abrão, a paca que morreu após o resgate era um animal adulto. Considerado o segundo maior roedor da América Latina, a espécie fica atrás apenas da capivara, mas pode chegar a pesar até 10 quilos e a medir de 60 a 70 centímetros de comprimento.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

“É uma pena ver um animalzinho desse morrer queimado e saber que isso é culpa do homem. É o segundo maior roedor da América Latina. Ela não é um animal em extinção e ela habita bastante o nosso Cerrado”, disse ao G1.

Conforme relatado pelo especialista, a paca tem hábitos noturnos e prefere caçar ao anoitecer porque gosta de ficar na sombra. Ela também necessidade de umidade para sobreviver e, portanto, sofre com o tempo seco registrado em todo o país.

“Ela gosta de sair para se alimentar à noite, porque de dia é muito quente. Ela fica escondida em mateiros, onde tem matas maiores, que possuem sombra, e perto de riachos, porque ela precisa de muita umidade para poder sobreviver”, concluiu.

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