ESPERANÇA            

Adoção de cães e gatos cresce durante a pandemia no DF

Com mais tempo em casa as pessoas querem companhia e podem se dedicar mais à criação do animal            
Cãezinhos adotados através do Amigos da Zoonoses | Reprodução Instagram @amigosdazoonoses

Uma das mazelas que a pandemia do Covid-19 trouxe foi a solidão. Com a necessidade do isolamento social, muitas pessoas passaram a trabalhar e estudar de casa. Outras, com a necessidade de isolamento privaram-se de receber visitas de familiares e amigos.

É complicado dizer que esses fatos poderiam ter uma “face positiva”, mas assim foi para os animais disponíveis para adoção no Distrito Federal.

Passando mais tempo em casa e sentindo-se sozinhos, os brasilienses passaram a procurar mais pela adoção de animais de estimação. É o que explicam os protetores de animais de ONGs (organizações não governamentais) em Brasília. Com a presença do animal as pessoas desenvolvem uma relação de afeto e responsabilidade e garantem a alegria da casa.

Mas é preciso planejar-se: adoção é algo sério e que exige segurança e responsabilidade por parte do adotante. Cecília Prado, coordenadora da ONG Clube do Gato, contou ao Correio Braziliense que muitas vezes os animais são abandonados quando os antigos tutores mudam-se para casas menores ou em que animais não são permitidos. Há também os que abandonam por não poder arcar com despesas veterinárias quando o animal adoece ou envelhece.

Adoção é responsabilidade para o resto da vida do adotado, afinal, seria cruel abandonar um membro da família quando ele mais precisa. “A pessoa precisa refletir que ela terá que se comprometer com um animal que pode viver por até 20 anos. Então, precisam se planejar para isso”, explica Cecília Prado ao Correio Braziliense.

Na ONG Clube do gato o processo de adoção é todo feito on-line, o que facilitou o processo nesse período de isolamento. O Correio Braziliense informa que entre 2020 e 2021, cerca de 1.148 moradores do DF se candidataram à adoção na plataforma.

Filhotes disponíveis para adoção através da ONG Clube do Gato | Reprodução Instagram @clubedogatobrasil

Para a professora de yoga, Andrea Samia Abdalla, adotar a gatinha Shanti foi a melhor decisão que poderia ter tomado. Elas conheceram-se em uma feira de adoção em novembro de 2020 e desde então Shanti tornou-se a atração da casa e ajudou na relação com seu filho. “Nós não conversávamos muito, e agora com a presença dela a gente se fala o tempo inteiro”, diz. Samia conta que adotou a gata influenciada pela nora, Geovana Durães. A estudante de direito também adotou um gato, Tommy, com apenas 15 dia de vida, e então passou a perceber a importância do ato. “Contribui para termos menos animais nas ruas, e é gratificante dar assistência a eles. Acho que todos os bichos devem ter um lar”, diz Geovana.

Animais de abrigo podem ter passado por traumas e apresentar um comportamento que precisa ser trabalhado no novo lar, é o que explica Rodrigo Menna, gerente da Zoonoses. Por isso é importante dedicação e carinho com os animais, assim, com o tempo, eles se adaptarão à nova família.

Rodrigo informou ao Correio Braziliense que, em junho, 13 animais ganharam um novo lar na feira de adoção promovida pela Zoonoses. Neste ano já foram adotados 166 cães, dos 366, que ficam no canil. No ano passado, de 660 cães, 341 foram adotados. Para adotar, é preciso ser maior de 18 anos e assinar um termo de responsabilidade se comprometendo a cuidar do animal.

Saiba como adotar ou como ajudar os abrigos e ONGs no Distrito federal

Clube do Gato: a adoção e doações podem ser feitas através do site clubedogato.org.br.

Zoonoses no Distrito Federal: é preciso fazer um cadastro no site Amigos da Zoonoses.

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