LUTO            

Maju Coutinho fala sobre saudade de cadela que morreu: ‘Era muito companheira’

"Eu tive saudade. Olhava para as coisas, olhava para coleira. Demos os potinhos, fomos nos desfazendo de alguns itens. Acho que eu só fiquei com a coleira. Dei o potinho, dei ração que sobrou", contou a apresentadora            
Foto: Arquivo Pessoal

Despedir-se de um animal é uma tarefa difícil e a apresentadora Maju Coutinho sabe disso, pois sentiu essa dor em 2019 quando a cadela Lola morreu repentinamente. Nesta semana, ela relembrou a relação de amor que construiu com o animal e falou sobre a saudade que Lola deixou.

Ao falar sobre o assunto no podcast “Bichos na Escuta”, da Globo, Maju relatou que a morte da cachorra aconteceu logo após uma viagem a trabalho para o deserto do Atacama, no Chile. No dia da gravação, a apresentadora teve até um sonho com Lola.

O episódio, que falava sobre luto, também teve a participação da radialista Patrícia Alcoléa, que também enfrentou a dor de perder a cadela Alê. A dupla ficou conhecida nas redes sociais por sempre incentivar a adoção de animais abandonados. Sendo assim, Alê deixou um bonito legado.

Sobre a morte de Lola, a apresentadora contou que a cadela “não tinha nada” e que ela ter morrido foi um susto. “A Lola era muito companheira. Eu ia no banheiro e ela estava junto. Era muito ligada”, relembrou.

“Eu passei pela culpa, pela dúvida: ‘Como não observei? E seu eu levasse para o veterinário?’ Não cheguei a ter raiva, porque acho que a Lola teve uma vida muito tranquila, muito feliz, praticamente não teve problema de saúde. Passeou, viajava com a gente para todos os lugares que eram possíveis. Era muito adorada por todo mundo”, acrescentou.

Foto: Arquivo Pessoal

Sentir falta de quem só sabe oferecer amor e jamais decepciona é inevitável e Maju deixou isso bem claro. “Eu tive saudade. Olhava para as coisas, olhava para coleira. Demos os potinhos, fomos nos desfazendo de alguns itens. Acho que eu só fiquei com a coleira. Dei o potinho, dei ração que sobrou”, contou.

“Não é fácil, mas tento levar isso para a Lola, para um parente, para um amigo, que a vida é isso: são ciclos que às vezes são interrompidos naquele ciclo que a gente acha ideal: nasceu, cresceu, reproduziu e morreu velhinho. Às vezes, não são ciclos interrompidos da maneira que a gente julga ideal, porque a gente estabeleceu que isso é o ideal, mas às vezes morre no meio do caminho, morre jovem, morre bebê, não nasce. Então, quando a gente tem um pouco dessa compreensão, dói, mas fica mais palatável. Tem que doer. Não dá para não doer. A gente também quer viver num mundo em que não tenha dor. Isso é impossível Não tem ninguém aqui que vai passar ileso”, concluiu.

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