ZONA URBANA            

Raposa retorna à natureza após ser resgatada em estacionamento em MG

Assustada, a raposa buscou refúgio dentro do estacionamento após circular pela cidade de Juiz de Fora, mas foi resgatada em segurança e sem ferimentos            
Foto: Corpo de Bombeiros

Uma raposa foi resgatada nesta segunda-feira (26) na Avenida João Pinheiro, no município de Poços de Caldas, em Minas Gerais. O animal silvestre estava dentro de um estacionamento quando foi encontrado.

Assustada, a raposa buscou refúgio dentro do estacionamento após circular pela zona urbana. Preocupadas com o bem-estar do animal, testemunhas que estavam no local acionaram o Corpo de Bombeiros.

Ao chegar no estabelecimento comercial, os militares perceberam que a raposa não apresentava ferimentos e aparentava estar saudável. Por isso, ela foi imediatamente devolvida à natureza após ser resgatada.

O resgate foi realizado em segurança para garantir a integridade física do animal. Acuada e com medo, a raposa viveu momentos de estresse na cidade por se tratar de um ambiente ao qual não está acostumada, mas em poucas horas pôde retornar à vida em liberdade.

Mais de 500 animais são resgatados em Juiz de Fora

O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Juiz de Fora recebeu 510 animais silvestres nos primeiros 6 meses de 2021. Dentre as espécies resgatadas estão maritacas, gambás e uma siriema. Do total, 290 foram salvos em ações da Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMA), 98 foram resgatados e 122 foram entregues de maneira voluntária pela população.

No caso das ações policiais, os moradores que mantiveram os animais em cativeiro devem ser responsabilizados judicialmente por crime ambiental. Os que aderem à entrega voluntária ficam livres de punição, sendo essa uma forma de estimulá-los a levar os animais até às autoridades.

Dentre os animais resgatados, está uma arara-canindé, espécie ameaçada de extinção que vivia aprisionada em um galinheiro. O comandante da PMMA, Júlio César de Almeida, relatou ao G1 que a ave era mantida em cativeiro há 50 anos, privada da liberdade e da vida na natureza.

“Nós recebemos denúncia anônima informando que em Rio Novo havia em uma residência uma arara mantida em cativeiro sem a devida autorização do órgão. Ela estava dentro de um galinheiro, junto com galinhas, totalmente inadequado o local que ela se encontrava”, afirmou Almeida.

Além dos casos de animais silvestres vítimas de captura por parte de moradores que os confinam em cativeiro, há também espécies que são alvo do tráfico e outros animais que são resgatados após sofrerem acidentes, como é o caso de um gavião encontrado com dificuldade de locomoção na BR-040. A suspeita é que o animal, que foi encaminhado ao Cetas, tenha sido atropelado. No momento, ele recebe tratamento médico e está em fase de recuperação, sem previsão para retornar à natureza.

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