INVERNO            

Animais abandonados ganham casinhas de papelão para proteção contra o frio

A iniciativa tem como objetivo minimizar o sofrimento vivido pelos animais em situação de rua            
Foto: Amigos dos Animais Nova Era/Divulgação

Animais abandonados que vivem nas ruas do município de Nova Era, na Região Central de Minas Gerais, ganharam casinhas de papelão que estão ajudando-os na proteção contra as baixas temperaturas características do inverno.

A iniciativa partiu de uma voluntária da Associação Amigos dos Animais. Até o momento, três casinhas foram confeccionadas e distribuídas por ruas da cidade. Papelão e jornais, materiais que retém calor e são capazes de aquecer os animais, são usados para a confecção das casinhas – além de uma cola especial à base de amido de milho.

Presidente da instituição, Maria Betânia Araújo contou ao G1 que os voluntários já estão fabricando mais casinhas e que em pouco tempo mais animais poderão contar com a proteção desses abrigos.

“Foi uma voluntária que viu a ideia e sugeriu que fizéssemos aqui. Nós mesmos fabricamos”, relatou a ativista. A ação minimiza o sofrimento dos cães e gatos abandonados, que estão expostos a riscos, passam fome e padecem com a chegada do inverno.

No entanto, para que o projeto continue, a colaboração da comunidade local é de suma importância. Não só na doação dos materiais necessários, mas também para garantir a proteção das casinhas, evitando que sejam roubadas ou destruídas por vândalos.

Foto: Amigos dos Animais Nova Era/Divulgação

“Alguns ajudam doando os materiais, outros doaram os cobertores para forrar o fundo e deixar os animais mais quentinhos. Toda ajuda é bem-vinda”, afirmou Maria Betânia.

Fundada há oito meses, a Associação Amigos dos Animais de Nova Era atua no resgate a animais feridos e abandonados e conta com a ajuda da sociedade. Atualmente, a instituição disponibiliza 20 formas de auxiliar o trabalho realizado de maneira voluntária em prol dos animais – para ter mais informações e saber como colaborar, clique aqui.

Não compre, adote

A exploração de animais para venda é uma prática cruel que objetifica cães e gatos, reduzindo-os à condição de mercadorias. Por serem tratados como objetos, esses animais são alvos frequentes de maus-tratos, situação que só poderá ser coibida com o fim do comércio.

Engajados na luta em prol dos animais, ativistas incentivam a adoção e pedem que a sociedade se conscientize sobre a necessidade de abolir a venda de cachorros e gatos. Os protetores de animais explicam que, ao comprar um animal, o comprador não só compactua com a objetificação de um ser vivo, como incentiva o comércio como um todo, incluindo o que é feito pelos criadores que negligenciam e maltratam os animais.

Enquanto milhares de animais são comprados Brasil afora, outros milhões padecem nas ruas. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 30 milhões de animais vivem em situação de rua no país. Sem cuidados, eles passam fome e sede, sofrem com o calor, o frio e as chuvas, adoecem e agonizam até a morte por conta de doenças e de atropelamentos. Também são vítimas de agressões e até de estupros. Frágeis e inocentes, o pedido que eles fariam, caso pudessem falar, seria: não compre, ad

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