TECNOLOGIA            

Abutre ganha pata biônica após passar por cirurgia de amputação

           
Foto: Divulgação

No dia 11 de junho foi publicado um estudo no jornal científico Scientific Reports detalhando a operação de implantação de prótese em uma fêmea de abutre-barbudo (Gypaetus barbatus). Mia ganhou a prótese na pata direita em um procedimento inédito e tornou-se a primeira ave biônica do mundo. A abutre vive em um santuário para corujas e aves de rapina, em Haringsee, na Áustria. 

De acordo com o portal Revista Galileu, a ave havia se ferido na pata, que teve de ser amputada. Isso aconteceu quando o pássaro ficou preso em uma lã de ovelha colocada em seu ninho, o incidente resultou na necrose de sua pata.

“Após uma visita clínica à Haringsee, ficou claro que a ave rara não sobreviveria por muito tempo em sua condição atual. Então projetamos e fabricamos um implante ósseo especial que poderia ser fixado cirurgicamente ao toco da pata”, conta Oskar Aszmann, líder da equipe cirúrgica, em um comunicado.

Cientistas da Unicamp Médica de Viena desenvolveram uma prótese e utilizaram a técnica de osseointegração que auxiliou fixá-la no esqueleto do animal. Esse método já havia sido usado outras vezes em humanos, como em um paciente austríaco que havia amputado o braço, porém foi a primeira vez que o procedimento foi realizado em uma ave.

A reabilitação de Mia após o procedimento ocorreu bem, com três semanas a ave já está fazendo tentativas de andar. O dispositivo que foi inserido apresenta estar funcionando no máximo potencial, depois de seis semanas. E agora Mia pode andar com as duas patas.

Em casos de amputação de membros de pássaros grandes, como é o caso, pode resultar não só na perda da capacidade de locomoção, como também levar a uma morte trágica por desnutrição. Os abutres-barbudos chegam a medir até 2,6 metros de envergadura.

“Os abutres-barbudos são os maiores pássaros voadores da Europa e o papel de suas patas, não por acaso, é fundamental para a sobrevivência da espécie. As patas são ferramentas vitais para o abutre, não só para pousar e andar, mas também para segurar a presa, de modo que seus pés suportem cargas diversas”, explica o pesquisador.

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