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SOFRIMENTO

Boi que sofreu maus-tratos morre durante resgate após ser encontrado ferido

O animal passou dez dias com ferimentos pelo corpo sem receber atendimento veterinário

30 de junho de 2021
Mariana Dandara | Redação ANDA
2 min. de leitura
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Foto: Freepik/Ilustrativa

Um boi morreu enquanto era resgatado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) na tarde do último domingo (27) em São José dos Campos, no interior do estado de São Paulo. Gravemente ferido, o animal foi negligenciado e maltratado por seu tutor.

Após receber uma denúncia, policiais que estiveram na propriedade rural onde o boi vivia encontraram o animal em meio a um bambuzal, com ferimentos em várias partes do corpo. De acordo com os agentes, exalava forte odor do corpo do boi.

Ao ser questionado pela Polícia Militar Ambiental, o tutor do boi confessou não ter prestado atendimento veterinário ao animal e disse que ele havia se machucado após rolar de um barranco há 10 dias. Desde então, o animal não foi examinado por um profissional, tampouco medicado.

Embora tenha sido encontrado com vida, o animal não resistiu. Após dias sofrendo e agonizando, ele morreu durante o resgate.

Levado à delegacia, o tutor do animal foi indiciado pelo crime de maus-tratos a animais. No entanto, por ser considerada infração de menor potencial ofensivo, não cabe prisão. Multado em R$ 6 mil, ele responderá em liberdade.

Lei de Crimes Ambientais

Embora a lei que aumentou a pena para crimes de maus-tratos a animais tenha sido sancionada no ano passado, apenas cachorros e gatos são protegidos pela nova legislação popularmente conhecida Lei Sansão – nome que faz homenagem ao pit bull Sansão, que teve suas patas decepadas em Minas Gerais e, graças aos cuidados que recebeu, hoje vive feliz com seus tutores.

Com a sanção da legislação, crimes cometidos contra cachorros e gatos passaram a ser punidos com até cinco anos de prisão, além de multa e da proibição do agressor tutelar outros animais.

No caso dos restante dos animais da fauna doméstica e silvestre, a lei que os protege é a de crimes ambientais, com pena de no máximo um ano de prisão, além de multa. A penalidade pode ser aumentada para até 1 ano e dois meses caso o animal morra.

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