ACIDENTE

Cão é encontrado exausto após três dias preso em rocha a 37 metros de altura

Desidratado e faminto, o cachorro foi localizado com a ajuda de um drone após ficar preso em uma fresta de uma rocha            
Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Um cachorro teve sua vida salva na cidade de Mariana, na Região Central de Minas Gerais, após passar três dias preso em uma rocha a 37 metros de altura. Sob risco de sofrer um acidente fatal, o cão latia pedindo a ajuda de seu tutor enquanto sofria sem conseguir sair do local por conta própria.

Tufão, da raça fila brasileiro, foi resgatado graças aos trabalhos de uma equipe do Corpo de Bombeiros. Acionados pelo tutor do animal, os militares precisaram fazer uso de um drone para identificar o ponto exato em que o cão estava.

Não se sabe como o cachorro foi parar em uma fenda de aproximadamente dois metros de largura cravada em uma rocha no distrito de Águas Claras. O tutor, no entanto, informou a corporação sobre o hábito do cachorro de passear pela mata, o que pode apontar possíveis hipóteses que expliquem o acidente.

Para que o animal fosse resgatado em segurança, duas equipes de resgate foram mobilizadas. Foi necessário também que os militares fizessem uso de técnicas de rapel para alcançar Tufão e retirá-lo da fresta. Durante duas horas, os bombeiros se debruçaram em ações que permitiram que o cachorro tivesse sua vida salva.

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Exausto, desidratado e faminto, o fila brasileiro foi retirado do local e entregue ao tutor para que pudesse receber os cuidados necessários. Na propriedade onde vive, o animal convive com outros seis cachorros, sendo que um deles desapareceu no mesmo dia em que Tufão.

Com o desaparecimento dos animais, o tutor iniciou buscas na região e, três dias depois, escutou os latidos de Tufão pedindo socorro. Até o momento, no entanto, o outro cachorro desaparecido não foi localizado. O fila já voltou para casa e está se recuperando do acidente.

Lugar de animal é dentro de casa

É importante que cães passeiem apenas junto dos tutores e que gatos saiam às ruas apenas com a família caso se sintam confortáveis para fazê-lo, visto que se estressam facilmente – ambos devem usar guia adequada para a espécie para evitar fugas e acidentes.

Permitir que esses animais saiam à rua, mesmo para saídas rápidas e em áreas rurais, é perigoso, já que os deixa vulneráveis a sequestros, atropelamentos, agressões, envenenamentos, brigas com outros animais e até mesmo ao risco de contrair doenças, algumas delas fatais. Além de acidentes como o ocorrido com Tufão.

No caso dos cães, muros altos e portões são suficientes para mantê-los seguros em casa. Com os gatos, é necessários ter cuidados extras, seja mantendo portas e janelas fechadas ou colocando telas nas janelas ou nos quintais para impedir que eles saiam.

É necessário reforçar que gatos são animais domésticos e que a necessidade de liberdade é instintiva apenas para os animais selvagens – portanto, um gato pode viver uma vida muito feliz sem ter acesso à rua, até mesmo aqueles que demoram a se adaptar a essa nova realidade por já estarem acostumados a sair de casa sozinhos.

Para adaptá-los ao lar, basta oferecer distrações – como brinquedos e locais nos quais eles possam subir -, alimentação, cuidados e carinho. Em caso de gatos com mais dificuldade de adaptação, castrá-los (o que também lhes garante qualidade de vida) e mantê-los restritos a um único comodo da casa, com janelas e portas fechadas, por cerca de uma semana antes de liberar o acesso ao resto da casa pode auxiliar na adaptação, que também pode ser facilitada através do uso de florais comercializados em pet shops.

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