MAUS-TRATOS

Polícia identifica estudantes envolvidos em castração de cachorro em república

O cachorro foi submetido a sofrimento durante o procedimento realizado de maneira irregular pelos universitários. Após denúncia, o animal foi resgatado            
Foto: PMA

A Polícia Civil identificou os estudantes suspeitos de envolvimento na castração irregular de um cachorro que foi submetido a sofrimento ao ser esterilizado dentro de uma república universitária em Presidente Prudente, no estado de São Paulo. Um inquérito foi aberto para investigar o caso.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, foram identificados quatro estudantes. “Vamos providenciar o depoimento deles para ver o que vão relatar a respeito do fato”, explicou ao G1 Mateus Nagano da Silva, delegado da Central de Polícia Judiciária (CPJ). “Além disso, também vamos ouvir os policiais ambientais que atenderam a ocorrência, o responsável pela casa de proteção de animais e o médico veterinário que constatou a castração”, completou.

Na noite da última segunda-feira (14), o cachorro castrado e outro animal encontrado no imóvel foram resgatados durante operação policial. Imagens feitas no local pelas autoridades serão enviadas para análise pericial da Polícia Científica.

Com a abertura do inquérito, os jovens passam a ser réus em um processo pela prática de maus-tratos a cães. O crime, previsto no artigo 32 da lei 9.605/98, pode ser punido com até cinco anos de prisão, além de multa e da proibição de tutelar animais.

A ação dos jovens foi criticada pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), responsável pelo curso de medicina veterinária em Presidente Prudente. “Informamos que não compactuamos e repudiamos atitudes que denigram a saúde mental ou física de qualquer ser vivo. Temos, inclusive Comitês de Ética que regulam todo tratamento com animais na universidade. Mesmo que tal fato tenha ocorrido fora do ambiental acadêmico, se comprovado ato ou crime, os estudantes estarão sujeitos às penalidades da lei e do regimento geral da instituição. Lembramos que a Unoeste é referência no atendimento a animais de pequeno e grande porte na região. Seus serviços colaboram para o bem-estar dos animais e consequentemente do ser humano. Trataremos o caso com toda a atenção merecida”, afirmou a instituição.

O caso também foi alvo de uma nota de repúdio assinada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP). No comunicado, o CRMV afirma que “repudia veementemente os atos praticados”. “Fotos e vídeos publicados nas redes sociais mostram a prática de uma castração irregular de um cão, causando nítido sofrimento, além de ser fora do ambiente supervisionado da universidade ou de estabelecimento médico-veterinário, colocando em risco o bem-estar e a saúde animal”, diz a nota.

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