PROJETO PIONEIRO

Residenciais da CDHU terão “Espaço Pet” e programa educacional sobre guarda responsável

A construção desses espaços em condomínios é uma demanda cada vez mais comum entre os moradores e que beneficia não só os animais, mas também os tutores            
Foto: Freepik/Ilustrativa

Os condomínios residenciais construídos pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) contarão com “Espaço Pet” e com um programa educacional voltado à conscientização dos moradores sobre guarda responsável. O projeto é da vereadora de Santo André Dra. Ana Veterinária.

“Entre 2017 e 2020 fui Diretora do Departamento de Vigilância à Saúde, que engloba a Zoonoses de Santo André, e criamos o projeto Pet Parque e Pet Praça, que implanta áreas cercadas e com equipamentos de agility para que tutores possam levar seus animais. Agora levamos a ideia para os residenciais”, contou a vereadora em entrevista à ANDA.

A parlamentar ressaltou que o projeto é pioneiro no estado de São Paulo e no país. “No município [de Santo André] e no estado já temos o aval do secretário executivo de Habitação do Estado de São Paulo, Fernando Marangoni; do presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino; e do Secretário Municipal de Habitação e Regularização Fundiária de Santo André, Rafael Dalla Rosa”, afirmou.

“No caso da minha cidade, apresentarei projeto de lei que torna obrigatório todo empreendimento habitacional popular construído com recursos públicos ter espaço pet. E ações educacionais sobre guarda responsável, não ao abandono, proteção e bem-estar animal. E no caso de empreendimentos particulares, que as construtoras tomem conhecimento do projeto e suas vantagens, mas que fique a cargo deles implantarem ou não o espaço”, continuou.

Segundo a vereadora, na estrutura do Espaço Pet serão usados cercados feitos com tubo de ferro galvanizado, alambrado com tela de 1,5 metros de altura, e portão tipo eclusa, que garante a segurança dos animais, dos tutores e das pessoas que estejam em volta da área.

“Dentro dos espaços, equipamentos de agility tipo gangorra, pneu e túnel, para o bem-estar dos animais. E é claro, bebedouro de água para os animais. O tamanho depende da área disponível”, acrescentou.

Para que o projeto fosse realizado, negociações foram feitas com a Prefeitura de Santo André e, de acordo com a vereadora, todo o processo foi bastante tranquilo, pois “Santo André possui um olhar diferenciado para a proteção animal”. “E as autoridades entenderam que há sim uma necessidade desse tipo de projeto, até porque há na história local casos de reintegração de áreas invadidas onde as famílias foram levadas para outras localidades, mas os animais não, acarretando abandono em massa. Temos a questão como uma solução viável e responsável”, pontuou.

Dra. Ana explicou ainda que o pioneirismo do projeto se dá não só por ser a primeira vez que empreendimentos habitacionais da CDHU recebem um Espaço Pet, mas também por haver um trabalho educacional a ser inserido. “Nesse caso específico, são 260 apartamentos, ou seja, 260 famílias que terão contato com assuntos como guarda responsável, não ao abandono, proteção e bem-estar animal, adoção responsável, entre outros”, disse.

A construção desses espaços em condomínios é uma demanda cada vez mais comum entre os moradores e que beneficia não só os animais, mas também os tutores. “Cada vez mais temos famílias com animais domésticos. Segundo dados esse número hoje alcança 50% dos lares brasileiros. Ter um espaço pet em seu local de moradia possibilita uma maior interação entre animais e tutores, trazendo qualidade de vida para ambos. As pessoas se relacionam, criam amizades, principalmente um em conjunto onde os moradores são novos e vêm de locais separados. A grande maioria não se conhece”, explicou a vereadora.

“Sempre digo que a saúde animal e a saúde humana caminham juntas. Ambos, em um espaço pet, gastam energia, se divertem, ficam emocionalmente mais estáveis. Há a questão da segurança de ambos. Os animais não correm riscos de serem atacados nas ruas ou fugirem e serem atropelados. Os tutores não correm riscos de assaltos de bens pessoais e até mesmo dos próprios animais”, completou.

Em relação ao programa educacional que integra o projeto, Dra. Ana explicou que as famílias entrarão em contato com informações sobre animais domésticos e silvestres. “No caso de gatos, por exemplo, conscientizar e explicar sobre procedimentos para a segurança dos felinos em condomínio como: ausência de rotas de fugas, telamento nas janelas, dicas de higiene e de como a vida dos animais que não saem as ruas aumenta de 3 para 15 anos. No caso de silvestres, legislação, crimes ambientais com criação e venda de animais, etc”, informou.

“Hoje, Santo André já possui por meio do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal, da Secretaria de Meio Ambiente, ações educacionais nesse sentido. A ideia é unir forças com o Estado e até ONGs no sentido de levarmos informações aos moradores desses locais”, concluiu.

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