CRISE ECONÔMICA            

Abandono de cães e gatos cresce no Líbano

           
Foto: Ilustração | Pixabay

A crise econômica que assola parte da população do Líbano está se tornando a principal justificativa dos tutores que estão abandonando cães e gatos no país. Ativistas em defesa dos direitos animais libaneses afirmam que milhares de famílias estão sendo afetadas pela maior crise do Líbano em décadas. Muitos perderam os empregos ou tiveram a renda reduzida. Os animais, as vítimas mais indefesas, são os principais afetados. Sendo enxergados como um fardo, estão sendo abandonados ou até mesmo vendidos.

Um homem identificado como Ibrahim al-Dika criou a pastora belga Lexi desde filhote, eles tinham uma relação de amor e amizade, mas quando as dívidas começaram a crescer, Ibrahim decidiu vendê-la como um objeto. Em entrevista ao Daily Mail, ele disse que não foi uma decisão fácil e que se arrepende. “Não vendi um carro ou um telefone. Vendi uma alma. Vendi uma parte de mim”, afirmou. Ibrahim foi visitar Lexi na nova casa e a cadelinha o reconheceu. “Ela saltou direto para o meu carro. Partiu meu coração pelo jeito que ela olhou para mim”, lembrou o homem.

Muitos tutores estão recorrendo a ONGs pedindo ajuda para alimentar seus cães e gatos. Infelizmente, alguns sequer tentam pedir apoio, simplesmente estão abandonando os animais que estão sob suas guardas. Outros se recusam a abandonar os seus animais. Amal Ramadan é tutor dos cachorros Nelly e Fluffy. Ele é apaixonado por animais e quando tinha uma boa condição financeira ajudou ONGs do país. Agora, recebe doação de ração para alimentá-los. Ele também aceitou trabalhos extras em troca de remunerações modestas. Amal pontuou que morreria de fome antes de abandonar Nelly e Fluffy.

Os abrigos do Líbano sofrem com a superlotação e a falta de recursos. Cães e gatos doentes são abandonados nas ruas e em aterros sanitários. Para driblar a falta de alimento, estão sendo realizados rodízios e os animais ficam dois ou três dias sem comer. As ONGs estão pedindo apoio internacional para emigrar animais para outros países, como Estados Unidos e Canadá. Parte da população jovem também está emigrando e levando animais, para ajudá-los a fugir da pobreza.

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