MAUS-TRATOS

Cadela passa a ser monitorada por ONG após sofrer agressão dentro de elevador

Câmeras de monitoramento de um condomínio residencial registraram o momento em que um homem dá tapas em um pinscher
Foto: Reprodução/EPTV

Uma cadela da raça pinscher passou a ser acompanhada por uma entidade de proteção animal após ser agredida a tapas por um homem em Americana, no interior do estado de São Paulo. O ato de violência foi registrado por câmeras de segurança de um elevador de um prédio residencial do bairro Cariobinha.

O vídeo mostra que a cadela foi alvo de sucessivas agressões. Em um primeiro momento, é possível ver o homem entrar no elevador com o animal, preso a uma coleira, e começar a dar tapas nele. A força investida contra a cadela foi tamanha que ela girou no ar.

Ao final das primeiras agressões, o homem aparenta chamar a atenção do animal para novamente agredi-lo. Tempos depois, ele entra de novo no elevador – desta vez, carregando sacolas com compras – e continua agredindo a cadela.

O circuito de segurança do condomínio residencial registrou as cenas em abril, mas as imagens só foram divulgadas nesta semana, após serem entregues à Polícia Civil pelo síndico do prédio.

Com um mandado de busca e apreensão em mãos, policiais foram até o condomínio na quinta-feira (13). A ação também contou com o apoio de protetores de animais. No local, descobriu-se que o homem registrado no vídeo é namorado da tutora da pinscher. Ao ser questionada, a mulher disse não ter conhecimento das agressões.

Depois de ver o vídeo das agressões, mostrado pela polícia, a tutora ficou abalada. Ela foi levada à delegacia, prestou depoimento e teve a guarda da cadela mantida com a condição de que uma ONG acompanhe o caso.

Morador de Campinas – cidade próxima ao município de Indaiatuba -, o agressor da cadela responderá por maus-tratos a animais. Até o momento, ele não foi localizado para que seja informado sobre as investigações e convocado para prestar depoimento.

Se for condenado, o homem poderá ser punido com até cinco anos de prisão, além de multa e da proibição de tutelar animais.

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