Mais de 200 cães sofrem tortura em leilão de carne de cachorro na Coreia do Sul

           
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Segundo uma investigação sigilosa, mais de 200 cães são mantidos em cativeiro para um leilão de carne de cachorro na Coreia do Sul na Nakwon Auction House, na cidade de Namyangju.

As filmagens e imagens foram realizadas pela organização sem fins lucrativos em defesa dos direitos animais Lady Freethinker e retratou mais de 200 cães presos em 60 caixas e gaiolas de metal, enquanto um leiloeiro os cutucava com um gancho de metal.

O leilão e a investigação ocorreram no verão deste ano nos “Dias de Bok Nal”, que de acordo com os coreanos são os três dias mais quentes do ano. Durante esses dias, a carne de cachorro é consumida principalmente por idosos com a crença de que reduzirá a fadiga, resfriará o corpo e revigorará sua saúde. Os cães são normalmente cozinhados em uma sopa chamada “boshintang” ou vendido como tônico em lojas de medicina tradicional.

No entanto, a maioria das grandes casas de leilão de carne de cachorro na Coreia do Sul fechou e a demanda por carne de cachorro entre os locais continua baixa. Uma pesquisa realizada em 2019 pela Associação Coreana de Bem-Estar Animal revelou que apenas 12,2% dos entrevistados sul-coreanos ainda comiam cães e 41% relataram que costumavam comer cães, mas abandonaram a prática.

Mesmo assim, locais como a Nakwon Auction House a que comercializa carne de cães ainda permanece aberta, por titular-se uma instalação de criação de cães. A Coreia do Sul é o único país do mundo com fazendas comerciais de carne para cães em grande escala, de acordo informações da Lady Freethinker.

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“É chocante ver esses leilões de carne de cachorro em grande escala ainda acontecendo”, comenta Nina Jackel, presidente da Lady Freethinker, em entrevista para o site One Green Planet. “Os cães sofrem imensamente em condições desumanas quando são criados para comer e quando são mortos. A maioria dos coreanos não come carne de cachorro, e intimamos o governo sul-coreano a abolir esse comércio cruel e desatualizado”.

Segundo informações, comerciantes de cães costumam levar animais das ruas, roubar animais domésticos de quintais ou comprá-los de seus tutores. Os animais são amontoados em gaiolas anti-higiênicas e enfrentam uma matança cruel, sendo espancados até a morte ou enforcados e eletrocutados.

Como iniciativa para abolição dessa pratica, a Lady Freethinker patrocinou recentemente 20 anúncios de táxi na cidade sul- coreana de Paju dizendo “Os cães não são comida, mas uma família” e obteve mais de 88.000 assinaturas em uma petição pedindo que líderes sul-coreanos acabem com o comércio de carne de cachorro e gato.


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