Defesa de agrotóxico proibido ganha força na Câmara

           
Luiz Nishimori, Efraim Filho, Arthur Lira, Pedro Lipion, Fernando Francischini e Arnaldo Jardim defendem o uso do paraquate (Fotos: Agência Câmara)

Fazendo coro ao posicionamento de Luiz Nishimori (PL-PR), que é contra a proibição de agrotóxicos com a substância paraquate no Brasil, um grupo de deputados enviou na quarta-feira (8) um requerimento de urgência ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 310/2020, de Nishimori. A proposta prevê a sustação da proibição ao agroquímico.

No requerimento 1788/2020, Efraim Filho (PL-PB), Pedro Lupion (DEM-PR), Arthur Lira (PP-AL), Felipe Francischini (PSL-PR) e Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) defendem que “o ingrediente ativo paraquate ocupa uma posição indispensável no modelo da agricultura tropical, revolucionando o pacote tecnológico do produtor rural sendo aplicado em diversas culturas de grande relevância na balança comercial brasileira como a soja, milho e a cana-de-açúcar”.

Paraquate é proibido na União Europeia

Controverso, o paraquate, fabricado pela Syngenta, é proibido na União Europeia e em outros mais de 50 países. Em 2018, a Agência Pública em parceria com a ONG Repórter Brasil publicou que o agrotóxico tem forte lobby no Brasil porque é um dos campeões de vendas.

A publicação também revelou que após nove anos de estudos, o Centro de Controle de Intoxicações em Marselha, na França, comprovou associação com casos de envenenamentos graves e fatais.

Considerando a importância da cautela, em junho deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos de uma portaria do governo federal que permitia o registro automático de agrotóxicos caso o produto não fosse avaliado em prazo de 60 dias.

Clique aqui e leia nossa matéria publicada na segunda sobre a proposta de Nishimori.

Pedro Lupion defende morte de cavalos e jumentos

Em 2019, o deputado Pedro Lupion, em oposição ao PL 5949/2013, de Ricardo Izar (PP-SP), disse que “a morte de equinos descartados, afastados do trabalho ou da reprodução é uma medida aconselhável do ponto de vista humanitário e também sanitário, por reduzir o risco de seu abandono e descuido na velhice, e dessa forma evitar que passem fome ou se tornem vetores de doenças.”

E continuou: “Além disso, o aproveitamento industrial da carne, da pele e de vários outros subprodutos de equídeos alvo de descarte gera algum valor de mercado para esses animais e permite que os proprietários rurais, que não disponham de pastagens ou condições econômicas para os acolher e cuidar de forma adequada, obtenham algum capital para a reposição do plantel ou mesmo para o suporte familiar.”


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