Vozes em Luto realiza ato no Dia Mundial pelo Fim da Pesca

           
Segundo o Vozes em Luto, peixes não são protegidos nem considerados indivíduos (Foto: Divulgação/Vozes em Luto)

Em 29 de março, às 14h, o coletivo Vozes em Luto vai realizar um ato em São Paulo (SP) que marca o Dia Mundial pelo Fim da Pesca. A intervenção do grupo, que defende a abolição da pesca e da aquacultura, será em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp).

O Vozes em Luto justifica a importância da data apontando que os peixes não são protegidos nem considerados indivíduos, além de serem os animais consumidos pela humanidade que têm o maior volume anual de mortes.

Incógnitos do público

“Eles continuam sendo os grandes incógnitos do público e os esquecidos das campanhas em favor dos direitos animais. Milhares de bilhões de peixes, cefalópodes e crustáceos são mortos a cada ano. Muitos desses animais aquáticos são conscientemente sangrados e eviscerados ou são jogados no mar”, lamenta o grupo.

O Vozes em Luto cita também que muitos morrem durante a descompressão provocada pela pesca comercial, e destaca que há muitos que vivem confinados em fazendas aquáticas.

“Porque não vivem em nosso ambiente terrestre, porque não são mamíferos como nós, não expressam suas emoções por expressões faciais ou gritos, esses animais são vítimas do especismo. Subestimamos suas capacidades de sofrer e experimentar prazer, bem como suas capacidades cognitivas e sociais.”

Peixes podem sofrer de forma semelhante aos mamíferos

Uma pesquisa divulgada em 2019 aponta que peixes podem sofrer de forma muito semelhante aos mamíferos, incluindo humanos. De autoria da pesquisadora Lynne Sneddon, do Instituto de Biologia Integrativa da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, o estudo afirma que os peixes hiperventilam e deixam de se alimentar quando estão sofrendo.

‘Quando sujeitos a um evento potencialmente doloroso, os peixes mostram mudanças adversas no comportamento, como suspensão da alimentação e atividade reduzida, que são interrompidas quando recebem um medicamento para alívio da dor”, informa a autora.

São capazes de detectar quando são feridos

Lyne Sneddon também percebeu que quando peixes em cativeiro recebem algum estímulo doloroso, eles esfregam a boca na lateral do tanque da mesma forma que esfregamos os dedos dos pés. Além disso, os animais são capazes de detectar quando são feridos. E nesses casos, um “breve reflexo” é indicativo da tentativa em se afastar do mal que está provocando a dor.

O estudo intitulado “Fish experience pain with ‘striking similarity’ to mammals” e publicado na revista Philosophical Transactions, da Royal Society, também sustenta que “o teste para determinar se um animal sente dor é se há alterações em seu comportamento” e, sem dúvida, os peixes provam que sim.

A publicação defende que há evidências de que o sistema nervoso dos peixes tem os mesmos receptores do sistema nervoso humano.


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