Dia Mundial dos Animais de Criação oferece oportunidade para reflexão e mudança de hábitos

           
Foto: collective-evolution.com
Foto: collective-evolution.com

O Dia Mundial dos Animais de Criação foi criado em 1983 pelo Movimento dos Direitos dos Animais Agrícolas (FARM, na sigla em inglês), e vem sendo lembrado desde então todos os anos, com protestos pelo mundo todo em defesa dos animais que são criados em condições horríveis pela indústria de alimentos apenas para serem explorados e mortos.

A escolha da data não foi por acaso, 2 de outubro, é o aniversário de Mahatma Gandhi, líder indiano defensor da não-violência e do respeito à todas as formas de vida, ressaltando a igualdade entre os animais humanos e não-humanos. A data oferece às pessoas conscientes uma excelente oportunidade para lembrar, protestar e lamentar a perda dessas vidas inocentes. Esta é uma chance também para pedir aos familiares, amigos e vizinhos que parem de subsidiar atrocidades sem sentido consumindo animais. Centenas de grupos e indivíduos em todo o mundo participam todos os anos de manifestações em defesa desses animais que já nascem condenados.

A cada ano, cerca de 70 bilhões de vacas, porcos, galinhas, perus e outros animais sencientes são enjaulados, amontoados, privados, drogados, mutilados e macerados nas fazendas industriais de criação de animais do mundo todo, os dados são da ONG FARM. Como se isso não fosse sofrimento o bastante, eles são brutalmente mortos para servir de alimento aos humanos. Inúmeros animais aquáticos são capturados e sufocados por imensas redes de arrasto, para que os mercados possam vender e os restaurantes possam servir filé de peixe ou atum.

Esses números significam que muito mais animais são mortos por seres humanos para alimentação do que por todas as outras razões combinadas, incluindo caça, experimentação (testes em animais) e abrigos que praticam eutanásia.

A maioria desses animais é criada em fazendas industriais, onde passam a maior parte de suas vidas confinados, mutilados e alimentados artificialmente para crescerem tanto e tão depressa, que muitos deles literalmente sofrem até a morte. Mesmo os animais criados em pequenas fazendas familiares sofrem muitos desses abusos, e todos os animais criados para alimentação enfrentam uma morte horrível.

Galinhas criadas em granjas são alimentadas com hormônios químicos tão potentes que suas articulações não suportam o peso que essas aves atingem. Por isso muitas ficam paraplégicas ou se arrastam para andar. Elas mal podem se mover, tornando os 20 dias que dura em média sua curta visa, de puro sofrimento e tortura.

Porcos e porcas são confinados em espaços mínimos, onde quase não conseguem se mover. Inseminadas artificialmente, essas mães mal podem ver seus filhos que mamam entre grades afastados do corpo da mãe.

Vacas exploradas até a exaustão para produzir leite, vivem grávidas, passando o dia com máquinas de sucção instaladas em suas mamas e quando dão a luz, caso sejam bezerros fêmeas serão condenadas a uma vida de exploração e no caso de machos o final é pior ainda, pois são mortos por não poderem gerar lucro (leite) ou mortos pela indústria de vitela (carne de bezerro).

Cada um desses animais, torturados e assassinados, é capaz de experimentar prazer, afeto e alegria, além de tristeza, solidão e dor. Eles compreendem o mundo ao seu redor e sentem todo o peso se uma existência condenada ao sofrimento.

Portanto, a pergunta que o Dia Mundial dos Animais de Criação faz deixa no ar é: “Se não criaríamos um cachorro ou gato para comer, por que o faríamos com um porco, galinha ou peixe?”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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