Quenianos saem as ruas contra o tráfico internacional de animais

AP Photo/Khalil Senosi
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Centenas de quenianos marcharam pelas ruas de Nairóbi, capital do Quênia na África para pedir a proibição dos mercados internacionais de animais selvagens especializados em espécies ameaçadas de extinção.

O secretário do gabinete de turismo do Quênia, e também líder da marcha, Najib Balala, disse que o protesto foi planejado em conjunto por várias coalizões da proteção à vida selvagem, durante meses.

Os organizadores informaram que mais de 500 pessoas marcharam pelos animais pedindo o fim da caça pelas ruas de Nairobi na manhã de sábado.

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Algumas das coalizões incluídas na organização do evento foram Conselho de Administração do Serviço de Vida Selvagem do Quênia, o Serviço de Vida Silvestre do Quênia, o Conselho de Diretores da Wildlife Direct e os Líderes Mundiais do Conselho de Diretores.

“Pessoas de todo o Quênia vieram emprestar suas vozes pela conservação da herança da vida selvagem, que se tornou um desafio internacional”, disse Balala.

O enorme grupo caminhou por dez quilômetros, do Museu Nacional Quênia até o quartel-general do Serviço de Vida Selvagem em Lang’ata, gritando slogans e segurando cartazes pelo fim do comércio internacional de os animais.

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“Este evento é voltado para impedir a caça de elefantes e rinocerontes e, posteriormente, o fim do comércio de marfim e chifre de rinoceronte, que é uma questão global”, disse ele.

Balala observou que entre 2012 e 2013, 400 elefantes foram mortos, enquanto em 2012 pelo menos 60 rinocerontes foram caçados.

De acordo com o presidente do SUSO, Peter Moll, os produtos da vida selvagem valem bilhões de dólares no mercado paralelo, um fator que levou à ganância humana a mirar o marfim de presas e chifres, fazendo rinocerontes e elefantes perderem batalha pela sobrevivência.

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Moll disse ainda que os animais majestosos estão mais ameaçados hoje, em função do avanço da tecnologia, o que levou a métodos mais modernos de caça.

“Atualmente a caça utiliza meios sofisticados, como armas automáticas, helicópteros e equipamentos de visão noturna”, disse ele.

Outras ameaças à vida selvagem incluem; redes criminosas de ação internacional, degradação e aumento dos conflitos entre elefantes e humanos, perda de habitat dos animais e taxa de crescimento da população humana, causando um aumento do uso da terra para a agricultura e pastoreio, entre outros.

A marcha global é um evento internacional, com mais de cem países participantes.

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O Quênia participa pela quinta vez com o slogan “No market to trade”.

Isso quer dizer simplesmente que enquanto a compra de produtos feitos de partes de vida selvagem seja proibida, a matança desses animais não vai terminar.

A marcha antecede uma reunião global sobre o comércio internacional de espécies ameaçadas no mês que vem, no Sri Lanka.

Balala disse que o evento deve ajudar na campanha pelas propostas que serão apresentadas pelo país na conferência da CITES.

O turismo da vida selvagem é um dos principais contribuintes para a economia do Quênia.

A CEO da WildlifeDirect, Paula Kahumbu, afirma que o uso de espécies ameaçadas de extinção para produzir medicamentos em algumas partes da Ásia está contribuindo para a queda vertiginosa dos números das espécies.

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