Investigação revela que perus sofrem com doenças e tortura em fazenda no Reino Unido

Uma investigação secreta feita pelo grupo de ativistas, Surge, mostra o horror no interior de uma fábrica de perus no Reino Unido. As atrocidades foram capturadas em vídeo, e mostram a realidade comum a diversas empresas que criam aves para o consumo humano.

Um peru parcialmente depenado, outros perus estão ao fundo.
Imagem retirada do vídeo publicado pela Surge. Foto: Reprodução | Facebook

De acordo com Surge, as imagens foram tiradas em uma instalação administrada pelo grupo Faccenda, que pertence à Avara Foods. A Avara cria 100 milhões de frangos e perus a cada ano, abastecendo vários grandes varejistas.

“Investigadores disfarçados que trabalham para a Surge descobriram perus sofrendo horrivelmente em uma fazenda padrão de perus do Reino Unido”, disse Ed Winters, co-diretor da Surge. “Esses animais, tratados como nada além de mercadorias, mostraram-se gravemente coxos e com dores terríveis, uma consequência da demanda do consumidor por sua carne.”

“Esta é a realidade sombria de como é a vida dos animais de criação no Reino Unido, um país que prega ter os mais altos padrões de bem-estar no mundo. O que isto prova é que os regulamentos de bem-estar nunca serão capazes de proteger esses animais e, enquanto houver demanda, haverá exploração. A única maneira de realmente acabar com o sofrimento animal é viver um estilo de vida vegano.”

Em resposta às filmagens, que foram filmadas no começo do ano, Avara divulgou um comunicado dizendo que as imagens foram editadas para “focar em um pequeno número de perus que estavam sofrendo com problemas de saúde, que deveriam ter sido resolvidos mais cedo.”

“Assim que vimos este filme, em março, imediatamente agimos. Identificamos a fazenda envolvida e solicitamos três auditorias independentes, além de aumentar o número de visitas de nossa própria equipe”, disse Avara.

“Nenhuma dessas auditorias relatou preocupações sobre a saúde das aves no local ou no meio ambiente. No entanto, não somos complacentes e permanecemos vigilantes. Continuaremos a monitorar e sempre incentivar qualquer um que tiver preocupações a entrar em contato conosco para continuarmos a atender aos mais altos padrões.”

Os perus teriam vivido no galpão entre oito e 26 semanas antes de serem abatidos. Os investigadores disseram que viram muitos das aves perderem suas penas, o que eles acreditavam ser devido ao estresse, problemas de saúde e ferimentos infligidos por outras aves por habitarem um cativeiro povoado além da capacidade.

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