Dieta vegana diminui mudanças climáticas mundiais

           

Apesar do veganismo enquanto movimento existir desde a metade dos anos 40, durante os últimos dez anos o estilo de vida vegano foi catapultado de nicho para conscientização em pauta. A cada dia mais consumidores passam a substituir produtos de origem animal de suas dietas para alternativas vegetais.

A maioria dos veganos são motivados por uma oposição ética contra a exploração e matança desnecessária de animais. Mas uma quantidade crescente de evidências sugere que, além de beneficiar nossos amigos de pelos e penas, optar por uma dieta a base de vegetais traz vantagens significativas para o meio ambiente.

Pesquisas sobre a relação entre dieta e sustentabilidade existem há anos, e um estudo recente publicado colocou o assunto em discussão novamente, ao sugerir que a adoção de dietas vegetais poderia reduzir significativamente nossa contribuição para as mudanças climáticas.

Segundo conta Sarah Bryant, ambientalista e parte da equipe do Vegan GMO, cientistas da Universidade de Oxford avaliaram e compararam o impacto ambiental, assim como impactos em saúde, de quatro dietas em cenários globais: continuando a comer do jeito que comemos hoje, consumindo mais vegetais e menos produtos de origem animal, tendo uma dieta ovo-lacto-vegetariana e, por fim, uma vegana completamente livre de carne, laticínios e ovos.

Os resultados mostraram que uma adoção mundial do veganismo teria o maior impacto positivo, ao reduzir as emissões de carbono relacionadas a agricultura a 29-70%. Nações em desenvolvimento colheriam os maiores benefícios em termos de saúde e impacto ambiental.

O fato de que a produção de gado é uma grande responsável pela crise ambiental atual é algo conhecido há algum tempo. Em seu estado atual, a indústria alimentícia internacional responde por mais de 25% de toda a emissão de gases do efeito estufa e, a criação de animais sozinha corresponde a 80% deste problema.

Sendo assim, o estudo reafirma a já existente evidência de que o veganismo é benéfico ao meio ambiente. Estudos posteriores encontraram taxas de redução similares e definiram a dieta vegetal como “indispensável” para se alcançar o objetivo dos climatologistas de prevenir o aumento de 2℃ na temperatura global das próximas décadas. Outro benefício seria limitar a necessidade de áreas de fazenda.

Sarah ressalta que adotar uma dieta vegana não é a solução mágica de todos os problemas ambientais, mas é uma ferramenta poderosa a ser combinada com outras. Porém, a simples ideia é difícil para muitas pessoas aceitarem, uma vez que o que comemos está ligado à nossa cultura. Mas até quem considera o veganismo como algo radical reconhece que há evidências mais do que suficientes para justificar, no mínimo, uma redução significativa do nosso consumo em geral de animais e seus derivados.

Em sua própria simulação, Sarah pôde comprovar os benefícios da adoção de uma dieta vegetal e sua consequente redução de áreas destinadas para agricultura. “Ambos seriam desafios, mas continuar conscientizando as pessoas sobre a redução no consumo de carne e investir na utilização de recursos como a biotecnologia para plantações, pode nos ajudar a chegar cada vez mais perto desse objetivo”.

Simulação de Sarah com dieta vegana
Simulação de Sarah Bryant (Foto: The Cornell Alliance for Science)

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