Primatas explorados em laboratórios sofrem amputações e estrangulamentos

           

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: David Longstreath/AP
Foto: David Longstreath/AP

Nove centros de pesquisa dos EUA que recebem milhões de dólares em financiamento federal estão sendo investigados devido aos terríveis maus-tratos de primatas, o que pode fazer com que as instalações sejam fechadas.

Os incidentes incluem a morte de dezenas de macacos por estrangulamento, privação de água e má manipulação por parte dos funcionários. Alguns primatas morreram enquanto tentavam escapar da exploração enquanto outros ficaram tão feridos que foram amputados.

Ativistas pelos direitos animais chamaram os centros de pesquisa de pesadelo. Universidades e instalações privadas de pesquisa abusam de milhares de primatas e recebem dinheiro de contribuintes dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH).

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) disse à reportagem que está investigando a Universidade do Texas, Alpha Genesis, Universidade de Louisiana, Lafayette, Primate Products, Universidade da Califórnia, Davis, Instituto de Pesquisa Biomédica do Texas, Universidade Emory e Universidade de Wisconsin , Madison.

Já o laboratório biomédico de Shin Nippon (SNBL), está sendo processado pelo USDA pelas mortes de 38 primatas entre dezembro de 2011 e maio de 2016 em suas instalações no Texas e em Washington. O SNBL, que já foi multado duas vezes, “não forneceu cuidados veterinários adequados aos animais e não cumpriu os padrões mínimos de suas instalações”, de acordo com o processo.

Os macacos eram regularmente alojados em instalações miseráveis e colocados em grupos inadequados, causando agressões e mais ferimentos.

Em 2010, quatro macacos tentaram escapar, sendo que três morreram depois de ficarem presos em fios ou em grades de ferro. Três anos depois, uma transferência de 840 macacos do Camboja resultou em 25 mortes depois que os animais foram enviados para as instalações do SNBL em más condições.

Uma série de outros abusos foi descoberta em outros laboratórios pelos inspetores. Em maio de 2015, o USDA revelou que o Primate Products, um laboratório de pesquisa da Flórida, estava removendo os dentes dos animais manualmente, aumentando ainda mais suas dores e sofrimento.

No mesmo ano, a Universidade de Harvard e a Universidade de Oklahoma decidiram encerrar seus respectivos programas de pesquisa em primatas. O governo federal efetivamente acabou com o uso de chimpanzés em pesquisas, permitindo que muitos deles fossem para novos santuários, mas os experimentos ainda podem ser realizados em macacos e outros animais, informou o The Guardian.

“As experiências em macacos precisam acabar agora. São cruéis e ineficazes. Macacos sofrem como seres humanos e os testes em que são usados não são tratamentos eficazes para as pessoas”, disse Kathy Guillermo, vice-presidente sênior de investigações de laboratórios da PETA.

“Milhões de dólares de nossos impostos financiam o estrangulamento, a negligência e o abuso de macacos no SNBL e em outras instalações. Qualquer um que faz negócios com  a SNBL – incluindo agências federais como o NIH – precisa parar agora. Este lugar precisa fechar”, completou.

Michael Budkie, co-fundador da Stop Animal Exploitation Now (SAEN), acrescentou: “O que esses macacos suportam é uma série de pesadelos. Não é possível esquecer a forma como esses animais morrem, não importa o quanto você tente”.

Nota da Redação: É inadmissível que estes animais continuem sendo torturados e mortos por esta indústria extremamente gananciosa. Estes experimentos promovem uma imensa crueldade contra primatas e outras espécies e precisam acabar urgentemente. Não existe qualquer argumento que justifique essa tortura especialmente quando há métodos substitutivos ao uso de animais e com maior eficácia.

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