Recompensa para quem der informações sobre assassino de gatos

           

Por Fátima Chuecco (da Redação)

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Rabos cortados. Foto: Divulgação/Policia Civil de São Lourenço

A Patrulha Animal, grupo formado por ativistas da causa animal, oferece recompensa de R$ 2 mil para quem der informações importantes sobre a matança de gatos em São Lourenço, cidade turística de Minas Gerais. Já passam de 500 os rabos de gatos encontrados largados nos arredores da cidade. Embora a maioria seja de gato, há também muitos rabos de cachorros. Os cortes foram todos feitos com alguma máquina ou instrumento automático de formato espiral. Os animais são mestiços (SRD) e de variadas raças indicando que podem estar sendo capturados das ruas ou mesmo de residências. Recentemente aconteceu o Festival de Agosto com várias barracas de alimentos e onde a carne desses animais pode ter sido vendida, mas como já foram encontrados rabos frescos após esse evento, com sangue ainda visível, a matança continua em andamento. Muito preocupante é saber que: as pessoas continuam consumindo esses animais domésticos sem saber ou mesmo encomendando essas carnes.
Vale lembrar que no Brasil é proibido o consumo de cães e gatos porque esses animais já atingiram status de domésticos no país e são protegidos por lei. Não se trata de indiferença perante a dor de outros animais usados “legalmente” para consumo. A questão é que se alguns animais conquistaram proteção por meio de lei devido aos costumes brasileiros, isso deve ser mantido e respeitado. O costume asiático de consumir carne de cachorro e gato não pode, em hipótese alguma, ser praticado no Brasil. Configura crime. Mas há outras linhas de investigação. A Polícia Civil de Minas Gerais, por exemplo, investiga a possibilidade de venda de churrasquinhos feitos de carne de gato nesse município de 42 mil habitantes e que fica a 390 km de Belo Horizonte.
“A principal linha de investigação é verificar se gatos foram usados para fazer churrasco durante a Festa de Agosto”, afirmou à imprensa local, semana passada, o delegado Marcel Junqueira, responsável pela 3ª Delegacia Regional de São Lourenço. “As outras hipóteses iniciais, de magia negra ou pura maldade, estão descartadas. Pelo menos, por enquanto”, disse. Como os corpos dos animais não estão sendo encontrados e estão sendo mortos em grande quantidade, talvez por mais de uma pessoa, a hipótese de psicopata também perdeu força nesse caso.
Cartaz que oferece recompensa. Foto: Divulgação
Cartaz que oferece recompensa. Foto: Divulgação

Denise Lage, da Patrulha Animal, acredita que a intenção é mesmo o consumo dos animais e que a maioria não está sendo recolhida das ruas de São Lourenço: “Nós monitoramos grande parte dos animais de rua que são em torno de 2 mil entre cães, gatos e cavalos abandonados. De vez em quando um ou outro some, mas logo reencontramos. Se muitos deles sumissem nós perceberíamos. Deve haver um criadouro para fim de consumo e os animais podem estar vindo também de cidades vizinhas como Soledade e Carmo onde também são muitos os bichos de rua”.
A ideia de oferecer a recompensa de dois mil reais surgiu dada a gravidade do caso. “Nunca houve no Brasil um crime como esse, com cerca de 600 animais mortos em pouco tempo numa mesma região. A Patrulha está acompanhando a investigação de perto e também ajudando a encontrar vestígios. Recentemente achamos mais 230 rabos e eram frescos, com sangue”. A Patrulha tem espalhado os cartazes sobre a recompensa pela cidade e também feito campanha em rádios, jornais impressos e TVs. Aliás, toda a imprensa televisiva local já notificou o caso que chocou a cidade e está revoltando todo o país. “Nós vamos nos empenhar na busca desses assassinos. Contamos com a ajuda da população para isso”, concluiu Denise. A Patrulha Animal não possui abrigo, mas realiza um trabalho de castração, resgate de animais atropelados e adoção de filhotes, entre outros ligados ao bem-estar animal. Em setembro o grupo, em parceria com a ONG Animal Mãos Amigas, inaugura o castramóvel que deve percorrer por vários pontos de Minas Gerais.
 

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