Morte de peixes próximo a obra de hidrelétrica é investigada no Amapá (AP)

           

Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental
Foto: Divulgação/Batalhão Ambiental

O Batalhão Ambiental e o Instituto de Mapeamento e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) investigam o aparecimento súbito de uma grande quantidade de peixes mortos no rio Jari, em comunidades próximas a obra da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, em Laranjal do Jari, município distante 295 quilômetros de Macapá, na divisa com o estado do Pará.
A maioria das espécies encontradas estava concentrada em uma área do rio esvaziada pela própria construtora nas proximidades da barragem principal da hidrelétrica.
A empresa EDP, responsável pela UHE Santo Antônio do Jari, informou através de nota ao G1 que iniciou em 27 de junho uma operação para o resgate de peixes na área esvaziada. O procedimento é comum todas as vezes em que o rio deixa de correr pelo trecho, e serve para ‘salvar’ as espécies que ficam impedidas de seguir até a água.
A ação, segundo a responsável, estaria aprovada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), responsável pela licença de construção, pelo fato de a obra estar construída em territórios do Amapá e Pará, o que limita o Imap de pedir a suspensão ou licença das obras.
O tenente-coronel Ubiratan Pessoa, comandante do Batalhão Ambiental, adiantou que o relatório preliminar que apura a mortandade está sendo elaborado, e que desde domingo (28), técnicos estão no local para saber se o esvaziamento aconteceu de forma correta.
Acidente ambiental
É o segundo relato de mortandade de peixes no entorno de obras de hidrelétricas no Amapá. A situação anterior ocorreu em agosto de 2014, quando milhares de espécies foram encontradas mortas no rio Araguari, em Ferreira Gomes, a 137 quilômetros de Macapá. Na época, a empresa Ferreira Gomes Energia foi multada em R$ 20 milhões pelo acidente ambiental.
Fonte: G1

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