Cabo Verde envenena cães abandonados para reduzir superpopulação

           

Foto: Divulgação
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A Câmara Municipal da Praia (Prefeitura) manifestou-se, segunda-feira, contra o envenenamento, na última quinta-feira, de cães na via pública por funcionários da autarquia e pediu desculpas à população pelo sucedido. A prática provocou a indignação de diversas organizações não governamentais.
Na última quinta-feira, alguns bairros da capital do país amanheceram com diversos cães mortos e outros agonizando pelas ruas.
O genocídio indiscriminado de cães, alguns dos quais animais domésticos, foi muito criticado pela população que considera o método utilizado pela autarquia (envenenamento) desumano e inapropriado para fazer face à situação.
A Associação Bons Amigos considera que o método utlizado pela CMP é “um desrespeito” ao trabalho que esta ONG vem realizando tendo em vista a redução da população canina na Cidade da Praia, através da castração dos animais sem tutor.
Entretanto, muitos animais já tratados (castrados) pela associação também foram mortos por envenenamento na sequência da operação levada a cabo por funcionários da CMP.
Em resposta às críticas, a Câmara Municipal do principal centro urbano de Cabo Verde divulgou um comunicado no qual diz que não defende o “envenenamento dos animais diretamente na via pública dadas as suas inconveniências”.
“O que aconteceu deveu-se a um mal-entendido na operacionalização das operações, pelo que [a câmara] pede desculpas aos munícipes pelo sucedido e promete não consentir esta prática”.
No entanto, a Câmara indicou que vai “continuar firmemente” a recolher os animais errante, em defesa da higiene e saúde pública, da segurança, da urbanidade e do conforto dos praienses.
Segundo a Câmara Municipal, num encontro público sobre o elevado número de cães vadios, “a opinião prevalecente foi de que se deverá reduzir, energicamente, a população dos animais vadios nas ruas da cidade”.
A Câmara Municipal da Praia solicitou a compreensão dos munícipes e recomenda que os animais domésticos sejam mantidos em casa e não abandonados ou deixados a deambular sem controlo nos espaços públicos.
*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.
Fonte: Portugal Digital

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