Professora denuncia maus-tratos a pônei e cavalo em Bragança

           

Uma professora de Bragança lançou uma campanha no Facebook para ajudar um cavalinho que está preso num descampado em São Sebastião, dormindo ao relento e enfrentando as más condições atmosféricas com temperaturas negativas, que em algumas noites e madrugadas descem cinco graus abaixo de zero.

A autora da campanha no Facebook cobriu o animal com uma manta. (Foto: Divulgação)
A autora da campanha no Facebook cobriu o animal com uma manta. (Foto: Divulgação)

Na mesma zona está, por vezes, também um cavalo preso junto a uma edificação e sem acesso a erva. Ambos os animais são do mesmo tutor.

Na página “Vamos ajudar o cavalinho congelado” faz-se um apelo para que alguém ajude a resgatar os animais que desde o verão passado se encontram nesta zona da cidade de Bragança, sem comida e sem qualquer recipiente onde possa matar a sede. Segundo os moradores, o cavalinho apenas se alimenta da erva que existe no terreno, que por esta altura amanhece congelada. A autora da campanha no Facebook cobriu o animal com uma manta, mas teme que não seja suficiente para manter o pónei quente, visto que está muito frio.

Os moradores que já deram conta do problema à câmara e ao Serviço de Ambiente e Proteção da Natureza (SEPNA) da GNR de Bragança, consideram que a situação só se resolveria se fossem retirados os animais aos tutores, “pois eles não têm condições nem responsabilidade para cuidar dos cavalos”, deu conta um residente que preferiu manter o anonimato.

“Para além do frio, é, também, a fome que passam. Há queixas de maus-tratos e pessoas que contam que os adolescentes e adultos (filhos dos tutores) batem aos cavalos”, acrescentou o morador.

Os animais são receosos e demonstram medo, pois fogem assustados quando alguém se aproxima e revelam ter fome. Ainda segundo os moradores, os tutores simplesmente deslocam os animais de um lado para outro prendendo-os com cordas em terrenos da zona.

Duarte Lopes, veterinário, confirmou que o frio “pode pôr em risco” a saúde dos animais e até a própria vida.

*Esta notícia foi, originalmente, escrita em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Jornal de Notícias

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