Passeata atrai diferentes grupos para protestar contra uso de animas em testes

           
Ativistas demonstram repúdio contra ensino e pesquisa com animais (Foto: Divulgação)
Ativistas demonstram repúdio contra ensino e pesquisa com animais (Foto: Divulgação)

Uma centena de ativistas de Araçatuba participou de passeata na manhã de ontem (26) em apoio ao resgate de cães da raça beagle do Instituto Royal em São Roque (SP) no último dia 18. Durante o percurso os manifestantes proferiram palavras contra a crueldade em animais por meio de um carro de som, faixas e cartazes.

O grupo pregou que é contra o ensino e pesquisa com animais e que ciência não pode nem deve justificar crueldade. A passeata percorreu ruas como a Duque de Caxias, Avenida dos Araçás e Calçadão, na região central de Araçatuba. A convocação dos ativistas ocorreu por meio das redes sociais.

Segundo o fiscal da Associação Protetora dos Animais (APA), Fernando dos Santos Correia, a ciência que utiliza animais é covarde e precisa ser barrada. “Somos terminantemente contra o uso de animais em pesquisas e dizemos não a ciência barata e medíocre”, disse o integrante de uma das cinco ONGs de proteção animal do município.

A fundadora da APA, Nanci Regina Martinez, disse que esses testes devem buscar outras alternativas. “Espero que nem a vida humana nem a animal seja colocada em risco, principalmente os animais que são indefesos”, relatou Nanci.

A passeata contou até com a participação de uma portuguesa de Lisboa, Sandra Cândido de 40 anos que está morando em Araçatuba há um ano e considerou o município com mais preocupação com os animais do que os lisboetas. “Sempre quis proteger animais, mas me tornei ativista aqui e fiquei surpresa com a atuação das ONGs no município”, disse Sandra relatando que na Europa testes em animais são proibidos, mas há muitos laboratórios agindo na clandestinidade. Hoje Sandra participa ativamente da Associação Protetora de Defesa dos Animais (APDA).

Até integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) participaram da manifestação. Para Agenor Alves Rodrigues, que segurava uma faixa do acampamento Novo Horizonte, é muito importante a participação do homem do campo na proteção animal. “A crueldade contra animais não acontece somente em laboratório ou na cidade, também ocorre no campo, quando há abandono de animais no meio do canavial e morrendo no pasto. Temos que protegê-los”, destacou Rodrigues.

Denúncias

A APA recebe em média seis denúncias de maus-tratos a animais por dia. Quem atua diretamente na averiguação dessas denúncias é o fiscal Fernando que diz que houve redução no número de relatos dessa natureza nos últimos meses. “Acredito que as pessoas estão mais conscientes que ela será penalizada no caso de maus-tratos a animais”, disse o fiscal.

Ele ainda destacou que em Araçatuba há pesquisas com animais e que já receberam denúncias neste sentido. Segundo ele, há até relatos do comércio ilegal de macacos-prego das matas da cidade para pesquisas.

Denúncias deste tipo podem ser feitas pelos telefones: (18) 9 9734 0212 ou (18) 9 9631 1550.

Fonte: Lr 1

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