Pará cria projeto para preservação do Cachorro Vinagre, animal ameçado de extinção

           
Casal de cachorros vinagres, espécie ameaçada de extinção, será reproduzida no Parque de Carajás.  (Foto: Reprodução/ TV Liberal)
Casal de cachorros vinagres, espécie ameaçada de extinção, será reproduzida no Parque de Carajás.
(Foto: Reprodução/ TV Liberal)

Um projeto inédito na região norte vai tenta reproduzir, o cachorro vinagre, animal ameaçado de extinção. A iniciativa será realizada na floresta nacional de Carajás, sudeste do Pará.

O casal de animais chegou ao Parque Zoobotânico de Parauapebas há pouco mais de um ano, ainda filhotes. No mês de setembro, os dois animais foram colocados em um ambiente feito especialmente para a reprodução da espécie.

O cachorro vinagre é um mamífero de médio porte e recebeu este nome popular devido à pelagem de cor marrom-avermelhada. O animal se alimenta basicamente de pequenos roedores.

A reprodução do mamífero, faz parte de um projeto nacional, desenvolvido pelo Instituto Chico Mendes (ICM). “O plano de ação nacional leva em conta várias ações para preservação da espécie, como proibição de caças e dominação da técnica de reprodução”, explica Frederico Drumond, Chefe da Floresta Nacional de Carajás.

O parque zoobotânico em Parauapebas, que fica dentro da floresta nacional, já possibilitou o nascimento de outros animais ameaçados de extinção, como onças pintadas, urubu-rei e arara-jubas.

Fonte: G1

Nota da Redação: Proteger um animal em extinção da intervenção humana que pode prejudicá-lo é uma tentativa de anular os efeitos de nossas ações sobre sua vida, sua espécie e seu habitat, entretanto, promover a reprodução assistida e controlada revela uma característica um pouco mais difícil de se ver: é de conhecimento geral de que somente a espécie humana tem o poder para acabar com a exploração animal, mas ao controlar a reprodução de outros animais, tacitamente, uma suposta superioridade humana é reafirmada. Esta superioridade se refere ao controle da vida dos outros animais – e de maneira bem geral, pois, além do controle de seu habitat (afinal, estes animais irão se reproduzir em lugar controlado pelo ICM), há o controle da própria concepção. Isso não é uma medida libertadora, então, mas é uma medida superficial para a manutenção da espécie. 

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