População de onça-pintada cai 90% no Parque Nacional do Iguaçu

           
Foto: Globo Rural On-line
Foto: Globo Rural On-line

A presença da onça-pintada no Parque Nacional do Iguaçu não deve durar mais do que 80 anos. Essa é a principal conclusão de um estudo do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os pesquisadores apontaram uma queda de 90% no número de onças-pintadas encontradas no parque.

Registros anteriores já apontaram a existência de 180 animais na área. Hoje, as onças no parque não passam de 18. O monitoramento, mantido pela empresa proprietária do Hotel das Cataratas e previsto na licitação de concessão do hotel, teve uma lacuna de dez anos e voltou a ser feito em 2009.

“Análises genéticas que fizemos em 2010 na população indicam que ela está sofrendo e, se não tiver ações eficazes e rápidas, a probabilidade de extinção é de 80 anos, de acordo com os modelos matemáticos”, explica Ronaldo Morato, coordenador do Cenap.

Hoje, não há mais registro no parque de queixadas, as presas preferidas da onça-pintada. “Então, o risco de extinção da onça também é grande”, afirma Morato. O chefe do parque, Jorge Pegoraro, diz que existem 40 homens da Polícia Ambiental do Paraná trabalhando na área. “Mesmo assim, ainda é pouca gente. Falta pessoal, faltam recursos e estrutura, como caminhonete e postos nos diversos municípios, para coibir os crimes”.

Parque Nacional do Iguaçu

O Parque Nacional do Iguaçu é uma Unidade de Conservação brasileira que abriga o maior remanescente de Mata Atlântica da região sul do Brasil e protege uma riquíssima biodiversidade, constituída por espécies representativas da fauna e flora brasileiras, das quais algumas ameaçadas de extinção.

Há muitas estradas e pequenas propriedades na região, localizada no extremo oeste paranaense, a 17 km do centro da cidade de Foz do Iguaçu e a apenas 5 km do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. O parque sofre com a caça, pesca e exploração ilegal de palmito.

No último domingo (23/6), foi realizado um protesto contra a abertura da Estrada Caminhos do Colono que, segundo os manifestantes, colocará sob ameaça a conservação da biodiversidade na região.

Fonte: Globo Rural On-line

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