Mais de 50 golfinhos encalham em Cabo Verde

Mais de 50 golfinhos encalharam, quarta-feira (15), numa das praias do nordeste da ilha do Maio, em Cabo Verde.

Citado pela agência cabo-verdiana de notícias (inforpress), o delegado marítimo na ilha, Luís Delgado, disse que as autoridades locais estão à procura de uma resposta à causa desse desastre ambiental.

Este é mais um caso em que este tipo de animal marinho dá à costa numa ilha do arquipélago cabo-verdiano, aparentemente sem nenhuma explicação plausível.

O último caso ocorreu em novembro de 2007, quando 265 golfinhos encalharam na costa da ilha da Boa Vista, onde acabaram por morrer, apesar das inúmeras tentativas feitas pela polícia marítima e pela população para os salvar e os devolver ao mar.

Na altura, uma bióloga do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP) admitiu que esse desastre ambiental podia estar relacionado com a presença, nas águas de Cabo Verde, de um submarino norte-americano, que esteve no porto de Mindelo, na ilha de São Vicente, e se disfez ao mar um dia antes das primeiras mortes de golfinhos.

No entanto, a bióloga não excluiu outras possibilidades, lembrando que, em 2003, 165 golfinhos da mesma espécie encalharam e acabaram por morrer na ilha de Santa Luzia e que, um mês depois, 150 outros pereceram na ilha do Maio.

Na altura não foi referenciado a presença de qualquer barco de guerra nas redondezas dessas ilha, sublinhou.

Nesse ano também, uma revista científica, Nature, admitia que os sonares dos navios militares poderiam estar na origem de uma doença nos cetáceos, atribuindo a essa causa a morte de 14 baleias na zona das Canárias em 2002, quando se realizava ali um exercício naval internacional.

Segundo Nature, os sintomas da doença são semelhantes aos que apresentam os mergulhadores, quando sujeitos a variações bruscas de pressão e levam ao encalhe nas praias e à morte dos animais, com congestões vasculares e pequenas hemorragias em órgãos vitais.

Os autores desse estudo, a cargo de uma equipe de biólogos anglo-espanhóis, dirigidos por um responsável da Sociedade de Zoologia de Londres, admitiam que os sinais acústicos emitidos pelos sonares desorientam mamíferos marinhos, forçando-os a emergir muito rapidamente.

Fonte: África 21

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