Coitado do cachorrinho, coitados de nós

           

Quando um cachorrinho
É torturado e morto
Por alguém sem coração,
Nem se pense que só ele sofreu
E morreu.
Fomos todos nós.
Nossa consciência foi chutada,
Nossa dignidade questionada.
Ele vai direto para
O céu dos cachorrinhos,
Tomara.
Nós permanecemos aqui
Convivendo com o mal que não para.
Por mais que seja duro,
Devemos avaliar o futuro:
Será esse o destino que queremos
Onde todas as formas de vida
Estarão extintas por nossa prepotência?
O ponto de partida
Do cachorrinho morto
É nosso ponto de início torto
Para uma urgente pensata:
Porque o amor de uma outra criatura
Desperta tanto ódio e selvageria?
Acreditamos mesmo ser os reis da criação?
Isso é o que chamamos civilização?
Muito a fazer, mudar, pensar.
Por enquanto, que o cachorrinho
Nos perdoe e reze por nós, demais.
Ainda não entendemos
Que somos todos animais.

Ulisses Tavares compartilha as lágrimas de um indefeso vira-latas. Mas sabe que a luta continua. Pelo cachorrinho e, muito mais, por nós mesmos. Coisas de poeta.

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