Governo francês proíbe opção de cardápio vegetariano nas escolas

           

Por Camila Arvoredo (da Redação)

Créditos foto: “One-voice.fr”

Mais de 20 pessoas se reuniram nesta quarta-feira (26), em frente da Direção Geral de Alimentação em Paris, para reclamar contra um decreto que prevê a obrigação de se servir carne nas cantinas escolares francesas, o que, segundo eles, viola a liberdade de consciência de certos usuários, afirmou a “Agence Française de Presse (AFP)”.

“Nós pedimos que exista respeito à liberdade de consciência, isto é, de ter o direito de se alimentar de refeições vegetarianas, seja por razões éticas ou religiosas”, disse a porta-voz da Associação de Proteção Animal L214 e da iniciativa cidadã pelos direitos dos vegetarianos.

Ela denunciou o lobby das filiais bovinas, dos produtos contendo restos de animais e da indústria leiteira sobre o Ministério da Agricultura.

“Não é normal que o governo proíba aos prefeitos de propor cardápios vegetarianos nas escolas, como fazem as prefeituras de Strasbourg e Marseille”, disse Brigitte.

Eles pediam pelo fim do decreto através de palavras de ordem como “Fim ao decreto dos cardápios escolares” ou ainda “Não ao decreto da indústria pecuarista”, agitando cartazes com a frase: “Laticínios obrigatórios a cada refeição = intoxicação nutricional”.

Sylvain de Smet, conselheiro regional da região de Ile-de-France e pertencente à coligação política “Europe Ecologie-Les Verts” (Europa Ecologia e “Ecologistas”) veio lhes dar apoio. “Pessoalmente, eu não sou vegetariano, mas eu acho o decreto completamente absurdo”, disse ele à AFP, denunciando a criação intensiva e seu impacto ecológico.

“Nós também devemos respeitar as convicções religiosas dos judeus e dos muçulmanos, para os quais as refeições vegetarianas são uma solução”, disse Smet.

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