Governo do Camboja aprova mina que destruirá corredor de elefantes

Image: wildlife.iblogger.org

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Apesar da campanha de ONGs ambientalistas como Rainforest Rescue e Wildlife Alliance, o governo de Camboja resolveu aprovar a exploração de titânio por uma mineradora que poderá ter um efeito devastador no último corredor de elefantes no continente asiático. Cerca de 100 elefantes asiáticos, a maior população naquele país, podem perder um corredor que é crítico para sua sobrevivência.

A concessão à mineradora United Khmer Group foio aprovada pelo primeiro ministro Hun Sem durante um encontro com o conselho de desenvolvimento do Camboja nesta tarde de sexta feira (11). O grupo agora tem direitos de exploração para buscar titânio em uma área de 20.400 hectares em uma região densamente florestada nas montanhas ao sul de Cardamom.

Cerca de 70 outras espécies correm perigo também entre eles ursos, crocodilos siameses e mais da metade da população de pássaros do Cambódia. As Montanhas de Cardamom são uma das últimas florestas intactas do sudoeste asiático e usufruem de um modelo de eco-turismo que ajudam os habitantes locais a ganhar a vida sem destruir a natureza. Além de ameaçar os animais, a exploração mineral irá degradar um dos maiores sumidouros de carbono do mundo.

Suwanna Gauntlett, diretora da Wildlife Alliance que liderou a luta contra a mina disse que os moradores das vilas na região reconhecem a mina como uma ameaça à indústria do ecoturismo, iniciativas agriculturais, florestas e o habitat de elefantes selvagens.

“Trata-se da herança natural do Camboja, seu herança nacional, e tudo poderia ser eliminado por essa mineração ao longo de 20,400 hectares”, Gauntlett disse.

Ele acrescenta ainda que a viabilidade econômica da exploração de titânio ainda não foi confirmada, o que torna a decisão ainda mais arriscada até mesmo do ponto de vista financeiro.

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