Massacre de huskies gera escândalo no Canadá

           

Por Camila Arvoredo  (da Redação)

Uma centena de huskies explorados durante os Jogos Olímpicos de 2010 foram mortos ao lado de Vancouver

As empresas acusadas cancelaram os passeios com os huskies. (Foto: Maxppp)

Uma centena de huskies foi degolada à faca e morta com golpes de fuzis em dois dias seguidos, de acordo com informações do jornal “Europe1”. Esta atrocidade, largamente difundida pela imprensa canadense, revoltou o funcionário da “Howling Dogs Tours”, fazendo com que ele desse queixa e obtivesse na justiça danos e interesses pelo estresse sofrido.

As mortes foram descobertas depois de o homem responsável pelas execuções dos animais ter começado a sofrer de stress pós-traumático, pesadelos, ataques de pânico e ter pedido à empresa uma indenização.

Uma das menores taxas de visitação foi averiguada pelos trabalhadores da sociedade canadense especializada em passeios de trenó, durante os dias 21 e 23 de abril de 2010, o que fez com que a empresa decidisse matar os cães.

Uma aposta econômica que se transformou em massacre

Na época dos Jogos de Vancouver, ocorridos em fevereiro de 2010, a empresa “Outdoor Adventures” usava esses animais, submetendo-os a um trabalho forçado em passeios de trenó, nas proximidades dos locais dos jogos. Entretanto, os turistas partiram e o mercado despencou, fazendo com que a empresa enfrentasse uma procura inferior às projeções esperadas para as semanas que se seguiam. Para reduzir os custos dos negócios ligados aos cães – muito numerosos – os dirigentes da empresa optaram pela chacina e simplesmente mataram os pobres animais.

A “Outdoor Adventures”, pela via de um de seus responsáveis, Graham Aldcroft, nega entretanto ter premeditado e ordenado o massacre junto à sua filial “Howling Dog Tours”, cujo operário que denunciou o caso, aí estava empregado: “nós estamos a par do deslocamento e da matança de alguns cães da “Howling Dog Tours”, mas nós não tínhamos a mínima idéia dos detalhes do incidente até que nós obtivéssemos conhecimento do documento da associação “WorkSafeBC” (Associação da Colômbia Britânica ndlr).” É a “WorkSafeBC” que conseguiu a vitória do trabalhador-executor perante a justiça.

Segundo a AFP, a polícia canadense decidiu abrir um inquérito e as duas sociedades acusadas arriscam-se fortemente no mercado. No Canadá, uma pessoa que mata ou fere um animal pode pegar pena máxima de cinco anos de prisão. Este massacre desencadeou, evidentemente, uma forte onda de emoção para além do Atlântico, onde defensores dos direitos dos animais são particularmente influentes. A “Sociedade para a Prevenção da Crueldade Animal (SPCA)”, a qual revelou o caso, espera que a condenação seja exemplar.

“A maneira como este empregado descreveu a execução – como um massacre – é uma infração à lei” estimou Marcy Moriaty, responsável da SPCA da Colômbia Britânica ao jornal “Vancouver Sun”. “Estes cães foram mortos na frente de outros cães que estavam todos amarrados uns aos outros”. Na internet, os defensores dos direitos dos animais reagiram no grupo Facebook, pedindo que um boicote a “Outdoor Adventures” localizada em Whistler fosse realizado; a comunidade já conta com 8.000 membros.

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