Vítimas agredidas em protesto em Pomerode recusam possibilidade de acordo

           

Agredidos durante uma puxada de cavalos em abril, 10 protetores de animais e o cinegrafista de uma TV negaram ontem, durante audiência conciliatória, a possibilidade de acordo com os agressores, os irmãos Ivo Just e Miro Just, integrantes do Clube do Cavalo. O próximo passo será dado pelo Ministério Público, que irá propor uma ação penal.

De acordo com o advogado que representa as vítimas, Honório Nichelatti Júnior, os agredidos apenas demonstraram vontade em dar continuidade à ação.

“Em outubro, o caso completará cinco meses e, por mais branda que seja a punição, é importante que os autores sejam punidos”, argumentou Nichelatti Júnior.

Uma nova audiência deve ser marcada para que as vítimas e também os autores prestem depoimentos em juízo, mas não há prazo legal para que isso ocorra. Até agora, os envolvidos prestaram depoimentos apenas na delegacia. Além dos irmão Ivo Just e Miro Just, o envolvimento de outras pessoas no episódio está sendo investigado.

A presidente da Associação de Proteção aos Animais de Blumenau (Aprablu), Evelin Huscher, que teve o braço esquerdo ferido por um pedaço de pau, espera que o Ministério Público leve o caso até o final:

“O que aconteceu foi uma barbárie. E eles ainda alegam que estavam apenas se defendendo, mas nossa manifestação foi pacífica. Tenho fotos para provar.”

O advogado que representa os autores da agressão, Teru Batista Alves Torres, disse não ter mais detalhes do caso e informou que irá esperar a próxima audiência.

Entenda o caso

– Este ano, a prefeitura de Pomerode incluiu a puxada de cavalos no calendário de eventos, elaborado pela Secretaria de Turismo. O município alegou que a iniciativa servia apenas para evitar a promoção de eventos no mesmo dia, e garantiu não apoiar a competição .

– Dia 18 de abril, durante a puxada de cavalos, no Clube Germano Tiedt, associações de defesa animal organizaram um protesto. Manifestantes e jornalistas foram agredidos com socos, pauladas, pedradas e ovos. Pelo menos duas pessoas tiveram ferimentos graves.

– A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o episódio. Pessoas agredidas acionaram a Justiça contra o Clube do Cavalo, que atribuiu ao público a ação violenta.

– Em 20 de abril, a Associação Visite Pomerode, que reúne empresários do setor turístico, pediu que a prefeitura intercedesse para suspender a puxada de cavalos até que haja uma discussão sobre o tratamento dado aos animais. As empresas temiam prejuízos à imagem do município e ao turismo.

– Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público apresentou denúncia à Justiça, indiciando os irmãos Miro e Ivo Just por lesão corporal. A juíza Iraci Kuraoka Schiocchet acatou a denúncia.

Fonte: ClickRBS


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