Centenas de peixes morrem após rompimento de mineroduto em Espera Feliz (MG)

           

Centenas de peixes morreram depois que a tubulação de um mineroduto que transporta minério de ferro entre Mariana, na região Central de Minas Gerais, e Ubu, no Espírito Santo, se rompeu. O acidente aconteceu na madrugada de domingo, em Espera Feliz, na Zona da Mata. O material transportado vazou no rio São Sebastião – principal fonte de abastecimento do município -,causando a contaminação das águas.

Foto: Reprodução/Portal Caparaó

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Milhiolo, o abastecimento da cidade não havia sido afetado, mas o impacto ambiental foi considerado significativo. A captação de água do rio pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) está interrompida, a pedido da prefeitura, até que a qualidade do sistema seja restabelecida.

“Estamos com centenas de peixes mortos boiando no rio, que está com a água contaminada, com a cor igual a de chocolate”,  declarou Milhiolo.

A mineradora Samarco, responsável pelo mineroduto, informou ontem (26), por meio de nota, que a polpa do minério de ferro que atingiu o rio não é tóxica, mas que, por causa de sua coloração, deixou a água turva. A empresa informou que ainda não sabe a quantidade do líquido vazado e nem o motivo do rompimento da tubulação, mas apura as causas.

O vazamento ocorreu por volta das 4h do domingo. Segundo a mineradora, duas horas depois, o bombeamento de minério já tinha sido interrompido. O mineroduto tem 396 km de extensão e foi construído há dois anos.

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) informou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que técnicos da Gerência de Atendimento à Emergência Ambiental foram a Espera Feliz para avaliar os impactos ambientais e a aplicação de penalidades administrativas previstas na lei ambiental por eventuais danos à fauna, flora, solo e recursos hídricos.

Defesa Civil quer limpeza imediata

Como medida de urgência, a Defesa Civil de Espera Feliz iniciará, em caráter de emergência, a limpeza mecânica e manual das margens do rio São Sebastião, onde grande parte da polpa de minério de ferro é acumulada.

Segundo o secretário Renato Milhiolo, a limpeza se dará nos primeiros 4km do São Sebastião, a partir do ponto do vazamento e na direção do curso da água. O rio é habitat natural de diversas espécies de peixe, como lambari, carpa, tilápia e traíra.

Fonte: Portal Caparaó

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