Espécies novas, raras e ameaçadas de extinção são encontradas na Floresta Amazônica

           

A floresta amazônica continua a dar seus frutos. Depois de dois anos imersos na região da Calha Norte, no Pará, pesquisadores do Museu Emílio Goeldi e da ONG Conservação Internacional acabam de apresentar os resultados inéditos do estudo neste vasto território ainda não estudado: foram encontradas novas espécies, algumas raras ou ameaçadas de extinção, espalhadas em área de 12 milhões de hectares (cerca de metade do tamanho do Estado de SP).

As pesquisas envolveram estudo de campo na Estação Ecológica Grão Pará – a maior das reservas analisadas, com 4 milhões de hectares – e em unidades de conservação criadas pelo Estado em 2006, como a Paru, a Faro e a Trombetas, além da reserva biológica Maicuru. A área estudada fica próxima a países como Guiana Francesa, Guiana e Suriname.

Dendrobates tinctorius (Foto: MPEG/ Divulgação)

No total, os pesquisadores encontraram mais de 143 espécies distintas de peixes, 62 de anfíbios, 68 de répteis, 61 de mamíferos e 355 de aves. Também identificaram 653 espécies de árvores com flores e 125 de samambaias e avencas. Segundo os cientistas, espécies novas também foram encontradas em todos os territórios, mas ainda falta fazer a sua classificação. Uma delas é a do sapo Dendrobates tinctorius (foto). Entre as espécies de aves encontradas, 70 são consideradas raras por só existirem na região, como a Tangara guttata (saíra-pintada) e a Tangara varia (saíra-carijó). Outras aves estão ameaçadas de extinção, segundo os cientistas, como a Aratinga pintoi, conhecida popularmente como cacaué.

Fonte: EPTV

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