Cadelas e gatas ficam sensíveis durante o cio

           

Cólicas, indisposição, cara feia, manha. Elas estão de TDC, a tensão durante o cio que afeta cadelas e gatas. Uma espécie de “TPM animal”. Em média, a cada quatro meses, as fêmeas passam pelo que a maioria das mulheres em idade fértil aturam todo o mês: dores e sangramentos.

Segundo a veterinária Mariana Pereira, nessa época, os tutores devem ficar mais atentos com as fêmeas, já que pode haver perda de peso. “Elas ficam mais introspectivas, tristes. Geralmente, é porque estão incomodadas com as cólicas. E é preciso observar se estão comendo direito”.

O que estava ruim pode então piorar após o cio. De acordo com o veterinário Sérgio Braga, da Vetypiranga Hospital e Pet Shop, cerca de um mês depois do período fértil, as cadelas, com mais frequência que as gatas, podem sofrer de gravidez psicológica, e ficar irritadas e agressivas.

Foto: Reprodução/Extra

É o caso da basset Mel, de 3 anos, que está sofrendo com o problema. A tutora, a universitária Thais Pereira, conta que a cachorrinha mal sai da sua casinha. “Essa fase já está durando quase duas semanas. Ela quase me mordeu, está com as maminhas cheias de leite e não gosta que cheguem perto da casa dela. É como se ela tivesse com filhotes”.

No caso de gravidez psicológica, o animal deve ser levado a um veterinário e terá que tomar medicamentos, já que a produção de leite pode acarretar em tumor na região das mamas. Já no caso de dores, a veterinária Mariana aconselha administrar analgésicos, como dipirona.

Fonte: Extra


Nota da Redação: Assim como acontece com pessoas, cadelas e gatas, a sensibilidade também atinge espécies vítimas de preconceito ou desprezo como vacas, galinhas, porcas, éguas, etc. Mesmo sofrendo com dores ou sangramento, são obrigadas a “trabalhar”. Muitas delas, inclusive, têm o ciclo reprodutivo alterado ou vetado e sua natureza é completamente ignorada para que se tornem mais produtivas. No caso de tratamento para gatas e cadelas, florais, homeopatia e outros tratamentos alternativos podem ser, muitas vezes, uma solução mais adequada do que medicamentos alopáticos.


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