Peixes felizes: Como são e do que precisam

Há uma diversidade imensa de espécies de peixes diferentes, sendo as espécies mais usadas para consumo alimentar humano as sardinhas, os carapaus, os bacalhaus, os salmões, os atuns, linguados ou os peixes-espada, entre muitos outros. Isso não ocorre à maioria das pessoas, mas, de fato, os peixes são, em geral e comprovadamente, animais inteligentes e com uma personalidade. Os peixes são capazes de aprender a evitar as redes, observando outros peixes que são apanhados por estas, o que significa que têm capacidade de aprendizagem, memória e inteligência suficiente para aplicar estes conhecimentos e relacioná-los com problemas. São também capazes de reconhecer outros indivíduos como seus amigos e companheiros. Alguns peixes reúnem informação através de autêntica espionagem e outros são até capazes de usar ferramentas. Estudos recentes levaram à descoberta de que os peixes têm uma impressionante memória de longo prazo e de que se organizam socialmente de forma complexa e sofisticada.

Colaboram entre si de modo a definirem estratégias e acordos sociais para facilitarem as suas vidas e sobrevivência. Além da memória, os peixes têm um apurado sentido de orientação no tempo. Comunicam uns com os outros através de sons de baixa-frequência, que os humanos só conseguem ouvir com aparelhos especiais. Os peixes gostam de ser tocados e frequentemente esfregam-se suavemente uns contra os outros – como os gatos fazem.

E, tal como os pássaros fazem, muitos peixes constroem ninhos onde criam os seus bebês. Outros juntam pedras que apanham do fundo do mar para fazer esconderijos onde podem descansar. Alguns peixes cortejam os potenciais parceiros cantando para eles. Pode parecer-nos óbvio que os peixes são capazes de sentir dor, tal como qualquer outro animal, mas, para algumas pessoas, isso não é assim tão óbvio. No entanto, no que diz respeito à capacidade de sentir dor, os peixes são basicamente iguais a todos os outros animais. O sistema nervoso dos peixes responde à dor, uma vez que são animais com nervos e cérebros que sentem a dor. Os peixes podem, inclusivamente, desenvolver problemas psicológicos evidenciados por distúrbios comportamentais que resultam de condições inadequadas e cruéis em que sejam mantidos, como acontece frequentemente em aquários. A evidência mais óbvia de que os peixes sentem dor é observável pela maneira como se comportam, com reações comportamentais que obviamente indiciam a experiência do sofrimento, quando são apanhados por anzóis ou redes de pesca e são deixados asfixiando ou cortados ainda vivos.

Peixes infelizes: Indústria da pesca

Quando são pescados com anzol, os peixes sofrem profundamente a dor física daí resultante. Na pesca com anzol como na pesca com redes, ao serem repentinamente puxados de dentro de água para a superfície, os peixes sofrem com a descompressão feita com extrema rapidez e que se revela absolutamente dolorosa para estes animais. A comum morte por asfixia, depois de terem sido pescados, é das mortes mais cruéis que se Regis ta na “indústria alimentar” e na sua exploração de animais, com os animais a agonizarem com a asfixia até que morram definitivamente.

Na aquacultura ou criação de peixes com fins alimentares – uma atividade em expansão –, um peixe de mais ou menos três quartos de um metro de comprimento, como o salmão, pode ter apenas o espaço equivalente a uma banheira de água numa jaula no mar. Comportamentos anormais, ferimentos, deformidades, doenças, e altas taxas de mortalidade são o resultado disso. Cortar ovos de dentro de fêmeas e recolher esperma de machos são processos rotineiramente usados que implicam o tratamento cruel destes animais. Para prevenirem o salmão dominante de ser agressivo ou de comer salmões mais pequenos, os aquacultores dividem os peixes por tamanho – uma experiência comprovadamente angustiante para estes animais.

A infestação por piolhos do mar é um problema sério . O transporte de peixes jovens de água doce para jaulas no mar causa um stress considerável. Antes do abate, os peixe passam durante 7 a 10 dias, quando antes foram frequente e abastadamente alimentados. Quando estão para ser levados para o abate, as jaulas profundas são trazidas até a superfície e os salmões podem ter dificuldade em adaptar-se de forma suficientemente rápida à mudança na pressão, o que faz com que sofram tremendamente de stress e exaustão. No abate, os peixes estão conscientes enquanto sufocam ou são sangrados até a morte.
Nota da redação: O sofrimento relatado acima é igual ao sofrimento de qualquer outro animal destinado ao abate, seja o boi ou o suíno, o cão ou o gato, todos eles sentem dor; tornar-se vegetariano é não participar dessa matança cruel e lutar para que ela acabe.

Fonte: Animais Excepcionais

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