Rinocerontes-brancos de zoo da República Tcheca serão soltos na natureza

           

Por Karina Ramos (da Redação)

Quatro rinocerontes-brancos raros do norte serão retirados de um zoológico da República Tcheca e serão soltos na natureza, em uma tentativa de salvar a espécie.

Dois rinocerontes machos, Sudan e Suni, e duas fêmeas, Najin e Fatu, serão levados do Zoológico Dvur Kralove para Nairobi (Quênia) neste sábado (19), segundo a porta-voz do zoológico, Jana Mysliveckova.

Os animais irão viver na área de conservação Kenyan Ol Pejeta. As autoridades do zoológico esperam que lá eles procriem com mais facilidade do que em cativeiro.

Outros quatro rinocerontes-brancos viviam no Parque Nacional Garamba, em Congo, mas não estão mais lá desde 2006. Eles eram os últimos rinocerontes-brancos do norte que viviam em área selvagem.

Apenas oito rinocerontes-brancos vivem em cativeiro – seis em Dvur Kralove e dois em San Diego.

O zoológico tcheco tem tradição em cuidar de rinocerontes-brancos desde a metade dos anos 70, quando os primeiros animais, dois machos e quatro fêmeas, chegaram da África.

O rinoceronte macho Sudan, de 36 anos de idade, era um deles. Quatro rinocerontes-brancos nasceram no zoológico, um evento que os funcionários do zoológico chamaram de “pequeno milagre”.

Mas Fatu, nascida em 29 de junho de 2000, que é filha de Najin, 20 anos, foi a última a nascer. E, apesar dos esforços, incluindo várias inseminações artificiais, mais nenhum rinoceronte-branco nasceu desde então.

“A situação para a espécie é absolutamente crítica”, declarou Jana Mysliveckova.

Três dos quatro rinocerontes tiveram que passar por uma redução de chifres para que não se machucassem durante o transporte aéreo. Espera-se que os chifres cresçam novamente.

Fatu tendo chifre cortado para facilitar seu transporte no avião
Fatu tendo chifre cortado para facilitar seu transporte no avião

A transferência não agradou a todos e a ONG “Safari Archa 2007” planejou um protesto na cidade regional de Hradec Kralove.

Roman Komeda, membro da organização, disse que o transporte representava “um grande risco” para os rinocerontes, que o plano era incompetente e que o propósito não fazia sentido, pois não havia outros rinocerontes-brancos no parque do Quênia. Segundo ele, rinocerontes-brancos somente poderiam se reproduzir com rinocerontes-brancos do sul. Ele também acrescentou que o grupo entrou com um pedido no tribunal para impedir a transferência.

Fonte: Animal Concerns

Comente

Obrigado por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta.

Faça uma doação
               

Veja Também

ir para o topo