Adoção de cães: guarda responsável de animais requer atenção à cinomose

           

A adoção de animais tem crescido consideravelmente nos últimos anos. A ideia de adotar um animal em vez de comprá-lo tem conquistado e sensibilizado adeptos por todo o país. Segundo a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais do Rio de Janeiro (SEPDA), suas campanhas doaram 561 animais em 2008.

Já a WSPA Brasil (Sociedade Mundial de Proteção Animal) possui cerca de 100 ONGs filiadas que também prestam este serviço à comunidade e acabam doando centenas de animais anualmente. Além desses exemplos, diversas outras entidades espalhadas pelo Brasil trabalham em prol da adoção de animais.

Preocupados com o grande número de adoções e a elevada incidência da cinomose, doença altamente contagiosa que pode afetar cachorros de todas as raças e idades, a Merial e a WSPA estão juntas na campanha “Cinomose Aqui Não” (www.cinomose.com.br). A campanha, realizada em todo o Brasil, termina em maio e chama a atenção de guardiões de cães sobre a necessidade da vacinação anual e ainda os alerta sobre os cuidados básicos com os cachorros.

Para a médica veterinária e coordenadora técnica responsável da SEPDA, Márcia Abreu, muitos proprietários não sabem exatamente que tipos de medicamentos e vacinas o animal de estimação deve tomar. “Muitos vêm tirar dúvidas no momento da adoção e alguns acreditam que só a vacina antirrábica é necessária”, conta a veterinária. “Infelizmente, há pouca informação e, por enquanto, apenas a imunização contra a raiva é gratuita. Já as doenças altamente contagiosas, como a cinomose, dependem da atitude e dedicação dos guardiões”, acrescenta Márcia.

A transmissão da cinomose é feita de animal para animal, segundo Leonardo Brandão, gerente de produto e relacionamento da área de animais de companhia da Merial. “Há muitos mitos em relação ao contágio da cinomose. O vírus só é transmitido por meio de contato de secreções de nariz e boca entre os animais. Não há problema em se adquirir um novo cãozinho após a morte de um outro por cinomose, por exemplo. O vírus não resiste no ambiente, bastando a limpeza do local com produtos desinfetantes comuns. A melhor opção para combater a doença é a prevenção por meio da vacinação dos cachorros”, observa.

Atualmente, estima-se que apenas 7 milhões de cães sejam vacinados anualmente contra a cinomose numa população estimada de 30 milhões de animais. Por este motivo, é importante estar atento à procedência dos pets. Mônica Almeida, Médica Veterinária e Gerente de Programas Veterinários da WSPA Brasil, salienta que antes de adotar um animal, a pessoa deve verificar se a carteira de vacinação está atualizada, assinada por um médico veterinário, com o número do CRMV (Registro do Profissional no Conselho Regional de Medicina Veterinária), com “com as datas da última vermifugação e o animal, castrado. “É importante que nos registros da carteirinha haja estes dados para que o novo proprietário fique tranquilo em relação à qualidade dos medicamentos e vacinas aplicadas. Isto somado à castração garante a sanidade do animalzinho”, reforça a técnica.

Leonardo Brandão enfatiza que a confiança e os procedimentos nas entidades doadoras realmente contam muito. “Se você tem um cachorro e adota mais um, é importante que este esteja vacinado e medicado para evitar que pegue alguma doença, em especial, a cinomose. Por isso, é sempre bom obter informações sobre os cuidados já tomados pelas instituições”, reforça.

No período da campanha, 5% do total das doses vendidas em todo o Brasil das vacinas Recombitek®, da Merial, serão doadas à WSPA Brasil, que irá encaminhar as doses às suas ongs afiliadas, que ficarão responsáveis pela aplicação das vacinas (sob a supervisão de Médicos Veterinários) em milhares de cães de diversas regiões do País. “Além de desenvolvermos soluções como a campanha Cinomose Aqui Não e outras para prevenção e cura de doenças, também promovemos ações que estimulam e viabilizam seu controle, repartindo esse compromisso com ongs atuantes na proteção animal”, afirma Brandão.

Os veterinários também são aliados importantes desta campanha ao esclarecerem os guardiões de cachorros sobre os riscos e a prevenção dessa grave doença, contribuindo para sua eliminação. A cinomose é popularmente conhecida como a doença que causa a “queda dos quartos”, ou seja, os animais acabam desenvolvendo lesão neurológica grave que pode afetar sua capacidade de andar e até de se alimentar, levando frequentemente à morte. Podem ocorrer ainda diarréia e vômito, corrimento nasal e ocular, febre, falta de apetite, tiques nervosos, convulsões e paralisias. A maior incidência da doença ocorre em épocas frias, como o outono e inverno. Saiba mais em www.cinomose.com.br.

Fonte: Segs

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