Tartaruga escapa do trânsito na Grande Florianópolis (SC)

           

De longe, parecia uma pedra. De perto, escondia a cara. Com a aproximação, encolheu-se. Fechou-se dentro da casa-ambulante que carrega. Ganhou água na carapaça. Nem reagiu. Ficou imóvel. Avisado, o ciclista desvia.

No sentido oposto, o motorista alivia o pé no acelerador. Tudo isso ontem, sob o sol do meio-dia, na estrada-geral da Praia da Pinheira, em Palhoça, na Grande Florianópolis.

O nome lembra ferocidade: Tigre d’Água. Mas são as listras amareladas e alaranjadas as responsáveis pela identificação do animal.

Originária do Sul do Brasil, com preferência por lugares como pântanos, banhados e rios; a tartaruga cruzava o asfalto. A espécie pode viver 40 anos. Adulto, o animal pode pesar dois quilos e medir 35 centímetros. Pelo tamanho, esse ainda é jovem.

Está escrito nos livros: a tartaruga-tigre-d’água brasileira (Trachemys dorbigni) é aquática e onívora. Para além do Brasil, a espécie pode também ser encontrada em parte do Uruguai e nordeste da Argentina. É animal da fauna silvestre. Em cativeiro tem a vida encurtada para 30 anos.

Na cena de ontem, a tartaruga que cruzava a estrada pode ter ganho alguns anos a mais. Virou de lado, espichou o pescoço e retomou o caminho do banhado às margens da estrada. Tudo isso, claro, no seu tempo. Não é à toa que o animal é o símbolo da longevidade.

Fonte: Diário Catarinense

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