Quadro do programa Metrópolis satiriza o sofrimento animal e estimula o consumo de carne

           

Por Fernanda Franco (Da Redação)
“Massaroca”, um quadro semanal apresentado pelo programa Metrópolis, e transmitido pela TV Cultura todas as quartas-feiras, às 21h40, incitou os telespectadores à violência contra os animais, fazendo uma apologia ao consumo da carne suína.
A intenção da matéria, que foi ao ar esta semana pela emissora brasileira, ao que parece, era informar sobre a gripe suína. No entanto, a matéria, que mais se assemelha a uma brincadeira de mau gosto, tratou do assunto da pandemia como quem conta uma piada em que os animais são meros artigos de consumo, mostrando imagens depreciativas e utilizando uma abordagem debochada dos porcos em diferentes contextos. Para piorar, ainda se referiu ao consumo de carne, o maior causador dos impactos ambientais, como algo a ser estimulado e encorajado.
O quadro desafia a inteligência dos telespectadores, chamando vulgarmente a gripe suína de “aporcalipse”, e afirmando que “já que os tratamentos para gripe suína têm dado resultados, comam bacon à vontade”.
Para um programa de cultura e arte conceituado como o Metrópolis, é de se estranhar que sejam divulgadas informações tão equivocadas e nocivas ao planeta e, consequentemente a todos os seres vivos que o habitam.
O consumo de carne, como já comprovado por estudos e estatísticas oficiais, é o principal responsável pelos desequilíbrios climáticos, entre eles, o aquecimento global, a contaminação do solo, a escassez de água: assuntos extremamente preocupantes quando o tema é a conservação da vida no planeta Terra.
O consumo de carne é também o maior responsável pelo desmatamento e pela fome no planeta. Além do fim da exploração e do sofrimento animal, esclarecem alguns cientistas que, se a população mundial fosse vegetariana, seria evitada a reprodução forçada de centenas de milhões de animais, que são engordados com o alimento (vegetal) que pessoas famintas deveriam estar comendo.
Uma matéria medíocre, irresponsável e que estimula a violência e a falta de consciência nos telespectadores, transmitida por um canal voltado para a educação: um contrassenso, um inadmissível e inconsequente equívoco.
Assista aqui ao vídeo na íntegra.

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