O maior primata das Américas pode desaparecer

           

Por Fátima Chuecco  (da Redação)
Embora o muriqui, também conhecido como mono-carvoeiro, não seja um grande primata como os gorilas, os chimpanzés e os orangotangos, ele é o maior macaco das Américas e está na Lista Vermelha da IUCN – União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. O muriqui está entre as 25 espécies de primatas mais ameaçadas do mundo. No Brasil, esse primata herbívoro se divide em muriqui-do-sul (encontrado em São Paulo, sul do Rio e nordeste do Paraná) e muriqui-do-norte (Minas e Espírito Santo).
Com uma longa cauda e muita força e destreza nos braços, o muriqui atravessa as florestas de maneira hábil por entre as árvores. Chega a pesar em torno de 15 kg e a medir 1,5 m, podendo viver até por volta dos 20 anos de idade. De natureza pacífica, o muriqui é alvo fácil de caçadores e, ainda hoje, serve de alimento para algumas comunidades.
As fêmeas atingem a maturidade sexual por volta dos 9 anos e uma gestação leva de 7 a 8 meses, ocorrendo apenas a cada dois ou três anos – o que torna ainda mais difícil a sobrevivência da espécie. Os bebês ficam com as mães até os dois anos de idade e muitas vezes são arrancados delas e vendidos como animais de estimação.
Vários ambientalistas já estão atuando com o objetivo de salvar o muriqui da extinção mas, mesmo assim, pouca gente, fora do meio ambientalista, tem ideia de que estamos perdendo o maior primata brasileiro e também um dos mais gentis macacos da natureza – em tupi-guarani, muriqui significa “povo manso da floresta”. Para saber mais sobre o muriqui e apoiar as campanhas em sua defesa é só acessar www.promuriqui.org.br.

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